Anac registra atrasos superior a uma hora em 38% dos vôos

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que 38% dos vôos no País apresentavam atrasos de mais de uma hora até às 10h30 desta sexta-feira, 22. De 657 pousos e decolagens programados, 252 foram afetados por atrasos e 21 foram cancelados.O aeroporto de Congonhas, em São Paulo, liderava a lista de atrasos com 30 vôos que apresentaram problemas, seguido pelo aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, com 27 atrasos. A situação também era crítica no aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, que tinha até o horário 20 atrasos. Em Brasília, o aeroporto tinha 18 atrasos, e em Salvador, 15 vôos tiveram atrasos e dois foram cancelados. A situação é semelhante à de Belo Horizonte, onde o aeroporto de Confins teve 14 atrasos e dois vôos cancelados.Filas e tumultosOs passageiros que tentavam embarcar em seus vôos programados para a manhã desta sexta-feira enfrentavam filas enormes nos terminais dos aeroportos do País. No Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, a fila para o check-in no guichê da TAM, por volta das 9 horas, chegava a quase 1 quilômetro de extensão. Algumas pessoas chegaram a provocar pequenos tumultos devido à falta de informações. Um grupo usou narizes de palhaços para demonstrar a revolta. Em Brasília, também houve tumulto no Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, além de filas intermináveis, crianças chorando e passageiros irritados. O problema ocorria principalmente nos guichês das companhias Gol e TAM, que nessa época do ano têm um grande número de vôos saindo de Brasília, principalmente em direção ao Nordeste. O movimento deste ano, segundo funcionários das companhias, está bem acima da média de anos anteriores, com o agravante de coincidir com a crise do setor aéreo.A superlotação ocorre também dentro das salas de embarque. Para diminuir um pouco a pressão, as companhias estão colocando os passageiros dentro dos aviões, para aguardar a hora do embarque. Um grupo se recusou a entrar em um avião da TAM, que está com algumas horas de atraso, sem ter a certeza da hora da decolagem. Com a recusa houve tumulto e a Polícia Federal foi acionada para controlar a situação. Os passageiros acabam de retornar para a sala de embarque,porque continuam se recusando a entrar no avião, até terem certeza do horário do embarque. No Aeroporto Antonio Carlos Jobim, no Rio de Janeiro, a pior situação era encontrada no guichê da TAM, com fila de aproximadamente 600 metrôs. Os passageiros estavam revoltados com a falta de informação e com os atrasos.

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