Anac vê fim do caos: 1 em cada 3 vôos atrasa

Solange Vieira chegou a São Paulo duas horas depois do previsto

Camilla Rigi, O Estadao de S.Paulo

22 de dezembro de 2007 | 00h00

O movimento nos aeroportos do País foi intenso durante todo o dia de ontem, o primeiro da temporada de festas. Filas para fazer check-in foram inevitáveis em qualquer companhia e em qualquer horário - até 22 horas, a Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) registrou atrasos em 602 (30,4%) dos 1.978 vôos previstos. Os aeroportos de Aracaju, Brasília, Belo Horizonte, Palmas, Porto Alegre, Recife e Teresina foram os mais prejudicados e enfrentaram atrasos de quase 50% nas operações de embarque e desembarque.São Paulo e Rio também tiveram uma sexta-feira repleta de filas. Já no Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, a madrugada foi o período mais confuso - passageiros de vôos da Gol para Florianópolis, Rosário, Córdoba e Montevidéu tiveram de passar mais de cinco horas no saguão ou aceitar hospedagem em hotéis da cidade."Vamos ter um fim de ano tranqüilo, só que com muitos passageiros. A gente pede que todo mundo chegue um pouco antes para evitar perder o avião", declarou a presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Solange Vieira. Apesar do otimismo, nem ela escapou dos atrasos registrados ontem - Seu vôo de Brasília para Congonhas, em São Paulo, deveria ter decolado às 8 horas, mas só saiu às 10h15. "A situação de caos acabou. O setor todo está se reformulando."A sexta-feira que antecede o Natal foi considerada por Solange o dia de teste do setor aéreo, tanto pelo grande movimento como pela estréia da malha aérea que deve funcionar até março. "As companhias estão se adaptando. A gente acredita que em uma semana isso vai estar normalizado", afirmou. Além de as empresas terem reforçado as equipes nos aeroportos, a Infraero e a Anac também aumentaram o número de funcionários para trabalhar no período de festas. Mas alguns passageiros nem sentiram a diferença. "Eu não estou vendo (mais gente trabalhando). Infelizmente aqui no Brasil o público é tratado como gado. E realmente é duro viajar nessa época do ano", disse o piloto Emerson Fittipaldi. Ele chegou a entrar na fila para fazer check-in em Congonhas, mas, como estava com filho de 9 meses, teve prioridade no atendimento. A família viajou para Porto Seguro, na Bahia.

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