Análise: A autoridade parece ter ‘vergonha’ de fiscalizar a Lei Seca

Base de dados da pesquisa parece não corresponder com a realidade: jovens bebendo e dirigindo na capital

Silvio Médici , O Estado de S. Paulo

04 Outubro 2014 | 03h00

A base de dados usada na pesquisa não corresponde à realidade prática, uma vez que a constatação somente poderá ser verificada com a efetiva fiscalização dos condutores na via pública. O fato que observamos em São Paulo é que as fiscalizações são de baixa frequência para uma cidade com uma frota de mais de 7 milhões de veículos. Basta ir aos locais conhecidos, como Vila Mariana e Moema, na zona sul da capital paulista, ou no Baixo Augusta, na região central, entre outros lugares, e você poderá constatar a quantidade de jovens bebendo e saindo com seus veículos.

Os acidentes de trânsito matam mais de 60 mil cidadãos e lesionam outros 350 mil por ano, causando, além dos dramas pessoais, prejuízos decorrentes de indenizações, hospitalização, perda de produção e danos materiais. Aqui as autoridades parecem ter “vergonha” de fiscalizar.

Os países que resolveram os seus problemas de trânsito investiram pesadamente em educação, forte fiscalização e leis rigorosas.


* PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS EMPRESAS DE ENGENHARIA DE TRÂNSITO

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