Breno Pires/Estadão
Breno Pires/Estadão

Análise: caso levanta debate sobre acesso a arma

'Se o adolescente não tivesse acesso à pistola dos pais, isso não teria acontecido'

Ignacio Cano*, O Estado de S.Paulo

21 Outubro 2017 | 04h00

O ponto mais importante levantado pelo caso é a necessidade de controlar o armamento dos agentes. Quando ele acaba o trabalho, deve deixar a arma no quartel ou delegacia. Se isso não for possível ou for inviável, deveria ser guardada em casa com precauções, por exemplo, arma separada de munição.

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Outra chave de interpretação é o bullying, problema universal e que deve ser tratado. Mas, se o adolescente não tivesse acesso à pistola dos pais, isso não teria acontecido. Sem arma, o bullying pode levar a brigas ou pequenas confusões, mas não a esse desfecho.

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Nos Estados Unidos, esse tipo de ocorrência é mais frequente justamente porque o acesso a armas é elevadíssimo. Lá as famílias têm armas e as crianças fazem cursos para aprender a atirar.

*IGNACIO CANO É SOCIÓLOGO E PROFESSOR DA UERJ

 

 

 

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