Washington Alves/Reuters
Washington Alves/Reuters

Análise da água do Rio Paraopeba será divulgada até quarta

Serão colhidas amostras em 47 pontos de captação ao longo do curso do rio, que abastece uma mancha urbana de cerca de 3 milhões de pessoas, e foi atingido pela lama que vazou após rompimento da barragem em Brumadinho

Leonencio Nossa, O Estado de S.Paulo

27 Janeiro 2019 | 15h54

BRASÍLIA - O ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, informou na tarde deste domingo, 27, que até quarta-feira sai o resultado da análise das águas do Rio Paraopeba, que corta a região atingida pelo rompimento de barragem da Vale no município de Brumadinho (MG). A análise será feita de amostras colhidas em 47 pontos de captação ao longo do curso do rio, que abastece uma mancha urbana de cerca de 3 milhões de pessoas. O abastecimento de água na Grande Belo Horizonte está sendo feito por outros reservatórios.

Em entrevista coletiva, Canuto disse que a onda de lama que desce pelo município e rios está em movimento lento, de cerca de 1 km/h, e deve perder mais impacto com a chegada ao reservatório de Retiro Baixo. A preocupação ainda é com as águas do Rio São Francisco, mas, segundo o ministro, a probabilidade é de que os resíduos cheguem com menos impacto no reservatório da hidrelétrica de Três Marias, que fica a 20 quilômetros de Retiro Baixo.

Segundo o ministro, a estimativa é que a onda de rejeitos chegue em Retiro Baixo entre os dias 4 e 6 de fevereiro.

Canuto disse que o acionamento de sirene hoje cedo em Brumadinho, que deixou a população assustada, foi necessário por causa do aumento do volume de água na barragem 6, decorrente de chuva e sedimentos da barragem 1, rompida na sexta-feira, 25. "As sirenes foram acionadas por uma questão de cautela", disse o ministro. Ele também informou que o dreno do fundo da estrutura, para compensar o aumento adicional de água, foi comprometido com o rompimento da primeira barragem.

No final da coletiva, o ministro afirmou que o governo federal tem recursos disponíveis para atender a demandas de emergência do governo de Minas Gerais. No entanto, as equipes ainda não têm o cálculo dos valores que serão repassados.

A entrevista do ministro Canuto foi concedida logo depois de reunião com técnicos da Agência Nacional de Águas (ANA) nesta manhã em Brasília.

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