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Análise da USP afasta perigo em condomínio de Mauá

Análise feita pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) mostra que não há riscos para a saúde dos moradores do Conjunto Residencial Barão de Mauá, na região do ABC, apesar da presença de benzeno no solo da área. O documento, divulgado hoje e assinado pelo patologista Paulo Saldiva, foi solicitado pela empresa SQG, responsável pela construção dos prédios.As obras do condomínio, localizado em Mauá, foram embargadas no dia 16 de agosto, pelo secretário estadual do Meio Ambiente, Ricardo Tripoli. A interdição foi baseada em estudos que mostraram a presença de 44 compostos orgânicos no solo da área. Os prédios - 50 deles já entregues e ocupados pelos moradores - vinham sendo construídos sobre um depósito de resíduos industriais da antiga indústria Cofap.Os técnicos da secretaria iniciaram a investigação depois de uma explosão que causou a morte de um funcionário do condomínio e ferimentos em outro, em abril do ano passado. Eles estavam limpando uma caixa d´água subterrânea.A Companhia Estadual de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) informou hoje que desconhece o documento da USP. De acordo com o assistente executivo da Direção de Controle da Poluição Ambiental, Geraldo Amaral, a SQG já entregou um relatório de quatro volumes, com todas as informações que foram solicitadas pelos técnicos da Cetesb na época da interdição das obras. "Nós ainda não temos condições de falar sobre esse documento, mas a determinação é a de que a análise dos dados apresentados pela SQG termine até o fim deste mês", afirmou.AlarmistasAlém dessas informações apresentadas oficialmente no dia 11, Amaral diz que desconhece outros documentos. Mesmo assim, garantiu que o documento da USP não tem nada que já não fosse sabido. A Cetesb reiterou que as medidas adotadas inicialmente não eram alarmistas, mas necessárias. O assistente explicou que a companhia trabalha com a idéia de fazer um monitoramento permanente. "Agora, nós estamos analisando a qualidade do ar dentro dos apartamentos e esse terá de ser um trabalho constante."Os moradores do condomínio não se mostraram surpresos com o resultado, já que outras análises vinham apontando nessa direção. Mesmo assim, não acreditam ter motivos suficientes para que fiquem despreocupados."Ninguém está falando que nós temos metano aqui embaixo e isso é gravíssimo", diz a síndica Tânia Regina da Silva. De acordo com ela, em janeiro, deve entrar em operação um sistema de extração de gases, que está sendo construído pela SQG. Só depois de esse sistema estar em funcionamento é que os moradores voltarão a se reunir com a direção da Cetesb.

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