ALEX SILVA/ESTADAO
ALEX SILVA/ESTADAO

Análise: Desafio de nova comissão da Arquidiocese será fazer apuração cuidadosa

O grande desafio será realizar apurações bem informadas, para que os abusadores sejam identificados e punidos, mas evitando que denúncias sejam usadas contra inocentes

Francisco Borba Ribeiro Neto*, O Estado de S.Paulo

06 de março de 2020 | 05h00

A Comissão agora criada em São Paulo está inserida numa terceira fase da luta da Igreja Católica contra os escândalos envolvendo menores. Na primeira, que corresponde aproximadamente ao período de João Paulo II, se percebeu o problema, antes minimizado, considerado muito raro ou fruto de calúnias contra sacerdotes. A segunda, que se inicia ainda naquele pontificado, mas coincide principalmente com o de Bento XVI, é a do reconhecimento público das dimensões do problema e da criação de medidas para sua superação.

Na última, sob responsabilidade do papa Francisco, se procura aprimorar esses mecanismos e, sobretudo, dar visibilidade às ações adotadas, tanto para responder às vítimas e à população quanto para facilitar a denúncia de outros casos. O grande desafio será realizar apurações cuidadosas e bem informadas, para que os abusadores sejam identificados e punidos, mas evitando que denúncias sejam usadas contra inocentes, para fins políticos ou de extorsão (como já aconteceu entre nós).

*COORDENADOR DO NÚCLEO FÉ E CULTURA DA PUC

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.