Alberto Pizzoli/AFP
Alberto Pizzoli/AFP

Análise: Texto do papa destaca acolhida de pessoas feridas

Documento evidencia a mão de Francisco: seu estilo pedagógico, compassivo e tão acessível ao cristão leigo

Pedro Jussieu de Rezende e Ketty Abaroa de Rezende, O Estado de S. Paulo

09 Abril 2016 | 03h00

Ao mesmo tempo que o documento A Alegria do Amor, divulgado nesta sexta-feira, 8, pelo Vaticano, reitera os ensinamentos da Igreja, com fundamentação nos textos dos papas anteriores, vê-se ali a mão de Francisco: seu estilo pedagógico, compassivo e tão acessível ao cristão leigo.

Por um lado, destaca aspectos doutrinais já abordados anteriormente pela Igreja. Por outro, ressalta de modo muito concreto aos casais e às famílias que vivem fielmente a sua missão o valor do amor conjugal verdadeiro, da abertura à fecundidade e da educação dos filhos, como fonte de profunda alegria no ambiente familiar e no contexto da sociedade.

Nota-se que A Alegria do Amor traz uma grande novidade pastoral. Há uma marcante ênfase ao aspecto do acompanhamento das pessoas feridas ou que se colocam à margem da Igreja. Francisco fala muito da carinhosa integração dessas pessoas, procurando abrigá-las, cada uma em sua condição presente, dentro da Igreja. 

Esta exortação é, portanto, um documento para ser estudado e refletido pelos cristãos. Convém lê-la no mesmo espírito de alegria e de amor com que foi escrita: com a mente aberta, grande disposição de adesão à verdade e sincera atitude misericordiosa.

 

PEDRO JUSSIEU DE REZENDE E KETTY ABAROA DE REZENDE  SÃO PROFESSORES DA UNICAMP EFORAM AUDITORES DO SÍNODO DE 2015 A CONVITE DO VATICANO

 

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