Andinho diz que era dono do Vectra usado na morte de Toninho

O seqüestrador Wanderson Nilton de Paula Lima, o Andinho, foi ouvido pelo delegado do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, Luiz Fernando Lopes Teixeira. O depoimento, que durou duas horas na Casa de Custódia de Taubaté, no Vale do Paraíba, onde Andinho está preso, faz parte das investigações da morte do prefeito de Campinas, Antonio da Costa dos Santos, o Toninho do PT, em 10 de setembro do ano passado. Mais uma vez Andinho negou a autoria do crime, o que já era esperado por todos. Porém, o seqüestrador deixou escapar que o Vectra usado para matar o prefeito era seu e que estava sendo usado, naquela noite, por Valmir Conti, o Valmirzinho, morto por policiais na cidade de Caraguatatuba. "Um dos fortes exemplos do envolvimento de Andinho no crime é este", disse o advogado da família da vítima, Ralf Tornino Stettinger.Depois de três horas, o delegado do DHPP, Luiz Fernando Teixeira saiu sem falar com a imprensa. "Estamos na reta final, não é possível adiantar nada". Este foi o último depoimento do seqüestrador antes da conclusão do inquérito.O promotor público de Campinas, Ricardo Silvares, que acompanhou o interrogatório, informou que o Ministério Público deve acusar o seqüestrador formalmente em alguns dias, já que os indícios contra ele são fortes. "Ele forneceu elementos que reforçam seu envolvimento no crime", afirmou Silvares. Na próxima semana, haverá a reconstituição do crime, em Campinas.Na última terça-feira, Cristiano Nascimento de Faria, o Cris, também acusado do crime, informou, em depoimento em Campinas, que Andinho estava no carro na hora do assassinato do prefeito de Campinas. Andinho negou as acusações.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.