Andinho mentiu em depoimentos, diz deputado petista

A libertação das irmãs seqüestradas em Americana (SP), Sônia Zabani e Rosana Batagin, que se encontravam em cativeiro em Nazaré Paulista (SP), mostrou que o seqüestrador Wanderson Nilton de Paula, o Andinho, "mentiu o tempo todo" em seus depoimentos à polícia, afirmou hoje o deputado estadual Renato Simões, designado pelo PT para acompanhar as investigações do assassinato do prefeito de Campinas Antônio da Costa Santos, o Toninho do PT.Simões disse que Andinho, em todos os seus depoimentos prestados a partir de segunda-feira, quando foi preso, "negou categoricamente" qualquer envolvimento com o seqüestro das duas irmãs. "Logo em seguida, ele negociou a libertação delas. Com isso, tudo o que ele falou para a polícia passa a ter credibilidade parcial", afirmou o deputado.O deputado acredita que o depoimento de Andinho foi "claramente orientado" por advogados. "Nos sentimos na obrigação de dizer que a investigação é fundamental e que a prisão de Andinho não encerra de maneira nenhuma o caso do assassinato de Toninho, como tentou fazer crer a polícia", disse Simões.Simões lembrou que Andinho nunca assumiu o crime contra o prefeito. "Dois membros da quadrilha acusados do assassinato (Valmir Conti, o Valmirzinho e Anderson José Bastos, o Anso) não podem mais falar porque foram mortos em Caraguatatuba (SP) numa ação absolutamente questionável, ilegal e ainda impune de policiais de Campinas", acusou ele.O PT tem cobrado, segundo Simões, uma ação da Corregedoria de Polícia no caso das mortes em Caraguatatuba. "A polícia e o governo do Estado devem explicações sobre este episódio, ocorrido em circunstâncias escandalosas. Os policiais que conduziram aquela diligência continuam trabalhando, mesmo depois de terem procurado ludibriar o inquérito sobre a ocorrência, prestando informações desencontradas e apresentando armas falsas para perícia", afirmou o deputado.

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