Andinho ordena a libertação de irmãs seqüestradas

O seqüestrador Wanderson Nilton de Paula, o Andinho, ordenou hoje, com um telefonema, a libertação de duas irmãs que eram mantidas num cativeiro, no interior de São Paulo. O criminoso decidiu liberar as vítimas após conversar com o diretor do Departamento de Investigações Sobre o Crime Organizado (Deic), Godofredo Bittencourt Filho ?, o mesmo que convenceu Maurício Norambuena a libertar o publicitário Washington Olivetto.Bittencourt foi buscar as vítimas de helicóptero. O delegado e o piloto avistaram as irmãs amarradas numa árvore, na altura do quilômetro 45 da Rodovia D. Pedro I, região de Bragança Paulista. As vítimas foram levadas de helicóptero para o Hospital das Clínicas (HC). A polícia já sabia que o seqüestro estava em andamento e era praticado pela quadrilha de Andinho.A ordem dada pelo criminoso foi sua quarta confissão. Em depoimento prestado na noite de segunda-feira ? dia em que foi preso ? Andinho assumiu outros três seqüestros praticados na região de Campinas. Os crimes lhe renderam R$ 760 mil pagos pelos resgates e um deles confirmou as suspeitas da polícia, de que seu bando matou o prefeito de Campinas, Antônio da Costa Santos, o Toninho do PT.DigitaisO Instituto de Identificação Ricardo Gumblenton Daunt (IIRGD) está fazendo o confronto dos fragmentos de impressões digitais encontrados no Vectra usado pelos matadores do prefeito de Campinas e no Santana utilizado pelos seqüestradores do menino Eduardo, com as impressões digitais dos dedos de Andinho. O bandido nega participação nesse crime, principalmente, como ele diz, dos ?BOs pesados?.Serão necessários, de acordo com o IIRGD, cerca de mil análises, pois os fragmentos são muitos e devem ser comparados com cada um dos dedos do criminoso. Só então será possível confirmar ou não a participação do bandido no assassinato. No caso do seqüestro, Andinho confessou o delito ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).A polícia já sabe que quatro integrantes da quadrilha do bandido participaram da morte de Toninho do PT. Três deles estão mortos e um foragido. Dois morreram em um tiroteio com policias em Caraguatatuba. São eles: Vamir Conti, o Valmirzinho, e Anderson José Bastos, o Anzo. O terceiro, Valdeci de Souza Moura, o Fiinho, morreu na segunda-feira, quando Andinho foi preso, em Itu.Permanece foragido Cristiano Nascimento de Faria, o Cris ou Japonês, que escapou do Centro de Detenção Provisória de Campinas em 1º de janeiro, em uma fuga que a polícia suspeita ter sido facilitada.

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