Andinho volta à região de Campinas para ser julgado

O seqüestrador Wanderson Nilton de Paula Lima, o Andinho, acusado de co-autoria da morte do prefeito Antonio da Costa Santos, voltou à região de Campinas. Ele foi transferido, de helicóptero, do presídio de segurança máxima de Presidente Bernardes para o Complexo Penitenciário de Hortolândia. Amanhã, a partir das 9 horas, Andinho será julgado por júri popular, no Fórum de Campinas, pelo crime de homicídio. Ele é acusado de ter matado, em 1988, no Jardim Itatiaia, Nivandro de Souza Silva, em uma briga de gangues. O julgamento deveria ter ocorrido em maio, mas foi cancelado por falta de estrutura policial para a transferência. Hoje, ele percorreu de helicóptero o trajeto de 650 quilômetros entre as duas cidades. Na quarta-feira, está prevista uma audiência sobre sua participação na morte do prefeito. O juiz e diretor do Fórum, José Henrique Torres disse, por meio de sua assessoria, que o esquema de segurança "será normal" durante o julgamento. Em março deste ano, quando Andinho esteve no Fórum em uma audiência sobre seqüestros, pelo menos 100 policiais, com armas pesadas, foram mobilizados para vigiar o prédio e escoltar o seqüestrador. Além da morte do prefeito e do homicídio de Nivandro, Andinho é acusado por cinco seqüestros, envolvendo sete vítimas. O seqüestrador já foi condenado a 74 anos de prisão por assaltos e latrocínio, entre 1995 e 1999. As Secretarias Estaduais de Administração Penitenciária e de Segurança Pública não forneceram detalhes sobre a transferência e o julgamento. Segundo funcionários do Complexo de Hortolândia, Andinho ficará alojado em cela individual, sem direito a visita nem banho de sol durante sua permanência em Campinas, estimada em dois dias. Ele foi encaminhado a uma unidade do Complexo em que vigora o Regime Disciplinar Especial (RDE), que prevê restrições aos presos, e onde estão os bandidos considerados mais perigosos da região. O secretário estadual de Segurança Pública, Saulo Abreu, que esteve hoje em Campinas, disse que a decisão de transferir Andinho foi da Justiça. "Eu respeito", limitou-se a comentar. Mas confirmou que o julgamento poderia ter ocorrido em Presidente Bernardes, para evitar a transferência do acusado.

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