Animais continuam morrendo no Zoológico

Enquanto a Polícia Civil de São Paulo anuncia que está fechando o cerco aos suspeitos de matar os animais do Zoológico de São Paulo, os crimes continuam ocorrendo. Do dia 8 até esta quinta-feira, o parque registrou mais 11 mortes. Um tamanduá mirim e um mico-leão preto tiveram morte súbita e há suspeita de terem sido provocadas por contaminação pelo fluoracetato de sódio. Já são 68 animais envenenados. Também morreram nove micos-leões-de-cara-dourada.Até quarta-feira, o número de óbitos era de 67. Ontem, no entanto, a polícia afirmou à administração do parque que o Centro de Assistência Toxicológica (Ceatox) da Universidade Estadual Paulista (Unesp) confirmou mais uma morte por envenenamento, a de um sagüi-preto-de-mão-dourada. Era o único da espécie no zôo. O Ceatox encontrou fluoracetato de sódio no estômago dosagüi.Do dia 1º ao dia 7 desse mês outros oito animais morreram. Suas vísceras estão sendo analisadas pelo Ceatox. O centro também fará análises nos tecidos dos 11 bichos mortos desde o dia 8. Se todos os 19 exames derem positivo para o veneno, o número de óbitos chegará a 87.O delegado Clóvis Ferreira de Araújo, responsável pelas investigações, afirmou estar próximo de prender um dos criminosos. Ele pretende encerrar o inquérito antes de 6 de abril, prazo estabelecido pela Justiça, e não descarta ahipótese de indiciamento de outros envolvidos.

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