ANJ protesta contra indimidação de jornalistas pela PF

A Associação Nacional dos Jornais (ANJ) divulgou nesta quarta-feira nota à imprensa em protesto contra a forma "intimidatória" com que a Polícia Federal tratou os repórteres da Revista Veja durante depoimento para apurar suposta "operação abafa" no caso do dossiê contra tucanos, divulgada pela publicação. A PF nega as acusações.A "operação abafa" teria começado com o encontro na sede da PF de Freud Godoy, ex-assessor especial da Presidência, com Gedimar Passos, flagrado no hotel com o R$ 1,75 milhão para a ´negociação´, para que este último mudasse sua versão sobre o caso dossiê. Em seu primeiro depoimento, Gedimar teria dito que o mandante da operação era Freud. Leia a íntegra da nota:A Associação Nacional de Jornais protesta com veemência contra a intimidação sofrida por repórteres da Revista Veja durante depoimento prestado à Polícia Federal para investigação interna sobre o caso da tentativa de uso de um dossiê contra o PSDB antes das eleições. Estranhamente, os repórteres Júlia Dualibi, Camila Pereira e Marcelo Carneiro foram tratados pelo delegado Moysés Eduardo Ferreira como suspeitos e não como testemunhas. Sofreram constrangimentos e ameaças, numa evidente tentativa de intimidar o livre exercício do jornalismo. É lamentável que uma instituição como a Polícia Federal se preste ao papel de hostilizar jornalistas e um veículo de comunicação em função do trabalho jornalístico por eles praticado. A liberdade de imprensa é um valor maior da democracia. A Polícia Federal é uma instituição do Estado, a quem cabe servir a toda a sociedade. A ANJ espera que fatos como esse não se repitam e que a Polícia Federal cumpra suas atribuições nos estritos limites da lei, sem o pretender atemorizar profissionais ou empresa jornalística no exercício do legítimo direito e dever de informar os cidadãos. Júlio César Mesquita Vice-Presidente da Associação Nacional de Jornais

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