Antena de celular contradiz depoimento de Carla Cepolina

Carla Cepolina, acusada de matar o namorado, o coronel da reserva e deputado estadual Ubiratan Guimarães, 63 anos, no dia 9 de setembro do ano passado, no apartamento dele, com um tiro no abdome, teria mentido ao dizer em depoimento à Polícia que ligou para o celular dele na Avenida 23 de Maio, próximo à Rua Vital Brasil, uma hora após deixar a casa da vítima. Na quarta-feira, 25, após o depoimento das cinco testemunhas de acusação do caso, no 1º Tribunal do Júri da Barra Funda, o advogado dos filhos do coronel, Vicente Cascione, revelou que a antena Estação Rádio Base (ERB) - que, por coincidência, está instalada sobre o prédio onde morava o coronel - captou que naquele horário, às 20h34, ela ainda estava no edifício ou muito próxima dele. Oito minutos antes, às 20h26, Carla atendera dentro do apartamento uma ligação da delegada Renata Madi. Os dois telefonemas feitos por Renata foram fundamentais para o esclarecimento do crime. No primeiro, às 19h03, ela falou com Ubiratan. Esse chamado teria provocado a discussão do casal, que motivou o crime. O segundo, no telefone fixo do coronel, foi às 20h26. Nessa hora, Carla disse à delegada que o coronel dormia. Para a polícia, ele já estava morto. ?Ela ligou para o celular dele, mesmo sabendo que estava desligado, para fazer uma simulação. Com isso, perdeu totalmente a credibilidade. Os depoimentos de hoje só comprovam que ela é a assassina. Se tirar Carla da cena do crime, não existe mais suspeito?, avaliou o advogado. Na semana passada, Renata foi ouvida por carta precatória no Pará. Ela disse que falou com o coronel na tarde do dia 9 e depois recebeu mensagens pelo celular ?estranhas e confusas?- que teriam sido envidadas por Carla. Também na quarta-feira, foi ouvida uma vizinha do coronel, Odete Campos, que precisou o momento em que ouviu o disparo fatal. ?Ela disse que foi no meio da novela das sete. Isso comprova o horário do crime,? contou o promotor Luiz Vaggione. No dia 27 de julho, serão ouvidas as testemunhas de defesa do caso.

Agencia Estado,

25 Abril 2007 | 21h34

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