Ao depor à Receita, Eduardo Jorge diz que PT o persegue

O vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, atribuiu ontem a "adversários políticos" a quebra de seu sigilo fiscal. Segundo ele, o PT o persegue. "Há 10 anos sou objeto de perseguição desse pessoal, querem encontrar algo errado em minha vida", disse, após depor à Corregedoria da Receita, em São Paulo, que investiga suposto envolvimento de funcionários na violação dos dados fiscais do tucano de 2004 a 2009. Eduardo Jorge suspeita que os rivais possam ter tido acesso a outros dados. "Não foi só um documento. Foram cinco anos e mais sigilo bancário e mais informações de outro nível, o que demonstra que, realmente, houve uma investigação e a formação de um dossiê."

Fausto Macedo, O Estado de S.Paulo

19 de agosto de 2010 | 00h00

Ele disse ter certeza de que "o governo não tem nenhum interesse em descobrir essa história antes das eleições" e "duvida muito que apareçam os responsáveis." O acesso os dados teria ocorrido mediante uso da senha de uma analista tributária que chefiava a agência do Fisco em Mauá (SP). Ela nega.

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