Cadu Rolim/AE
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Ao menos oito ônibus são incendiados em nova onda de atentados em SC

Ataques contra coletivos e instalações públicas, como uma base da PM, colocaram em alerta o sistema de segurança pública do Estado

Júlio Castro, Especial para o Estado

01 Fevereiro 2013 | 10h24

Florianópolis - Uma nova onda de atentados contra ônibus e instalações públicas colocou em alerta o sistema de segurança pública de Santa Catarina. As ações dos criminosos iniciaram pela região do Médio Vale do Rio Itajaí. Até a manhã desta sexta-feira,1º, ao menos oito ônibus foram incendiados. 
        
Em Florianópolis as ações criminosas se intensificaram no final da noite e início da madrugada de quinta-feira, 31. Por volta das 22h40, dois bandidos armados deram ordem para que 15 passageiros abandonassem um ônibus da empresa Transol, no bairro João Paulo, para em seguida incendiá-lo. Um ônibus da APAE, que estava em uma oficina para ser adesivado, em Balneário Camboriú e outro em Palhoça, na Grande Florianópolis, também foram alvo. 

Conforme a Secretaria de Segurança Pública (SSP), até a manhã desta sexta-feira, foram 13 os ataques registrados, entre eles contra uma base da Polícia Militar na praia de Canasvieiras, na região Norte da Ilha de Santa Catarina. A instalação foi parcialmente destruída e o incêndio foi controlado pelos policiais com o extintor de uma viatura.  Na mesma praia, outro ônibus foi incendiado completamente após os bandidos expulsarem os passageiros e agredirem, com coronhadas, o motorista e o cobrador. 

Um homem de 23 e um adolescente de 17 foram presos com suspeita de participação nas ações criminosas. Próximo do carro incendiado em uma revenda de veículos em Itajaí, os criminosos deixaram inscrições com iniciais de uma facção criminosa feitas com um tijolo. Um coquetel molotov foi lançado contra uma viatura que ficou parcialmente destruída, em Itajaí. Uma granada caseira, feita com um cano de PVC, foi arremessada contra a delegacia de Camboriú. Das 13 ocorrências, seis foram registradas em Florianópolis.

A SSP suspeita que a ordem para as ações de vandalismo partiram do interior dos principais presídios de segurança máxima do Estado. Em novembro do ano passado, uma onda de atentados ordenados pelos líderes presos da facção criminosa Primeiro Grupo Catarinense (PGC) culminou com 66 atentados em Santa Catarina. Foram 27 ônibus destruídos em 17 cidades. A polícia prendeu cerca de 160, entre autores e suspeitos dos crimes. 

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