Aos 18 anos, acusado de matar e queimar garota vai responder como menor no PR

Curitiba - Apesar de já ter 18 anos, um dos quatro presos sob acusação de homicídio qualificado contra a universitária Ana Cláudia Caron, de 18 anos, vai responder a inquérito com base no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O crime ocorreu entre a noite de terça-feira e a madrugada de quarta-feira, quando ele ainda tinha 17 anos. O rapaz atingiu a maioridade no domingo, um dia após ser preso. Se condenado, ficará em unidade socioeducativa por até três anos. Segundo criminalistas, se fosse julgado pelo Código Penal, pegaria de 20 a 30 anos de prisão só pelo latrocínio.Outro adolescente de 15 anos confessou a participação no latrocínio, violência sexual e queima do corpo da estudante. Também foram presos Ângela Ferraz da Silva, de 22 anos, que escondeu em casa pertences da vítima, e Weryckson Ricardo de Pontes, de 19, com o qual os adolescentes teriam dívida de tráfico e que estava com o revólver usado no crime. Segundo a polícia, os acusados usam drogas.O pai da estudante, Paulo Roberto Caron, pediu a diminuição na maioridade penal. A questão é discutida no Senado e na Câmara. O presidente do Conselho Penitenciário do Paraná, Joe Tennyson Velo, defende o aperfeiçoamento das medidas socioeducativas, com penalidades mais duras para jovens violentos. "O estatuto não é sinônimo de impunidade."Ana Cláudia foi raptada quando ia para a academia, em Curitiba. "Queriam roubá-la", disse o delegado Jairo Estorillo. Acharam R$ 70 e decidiram roubar seu carro. Em Almirante Tamandaré, na região metropolitana, pelo menos um acusado teria violentado a moça. Ela tentou fugir e foi morta. Seu corpo foi queimado, assim como o carro.

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