Aos 80, parque exibe seu filme em preto e branco

Película achada na Secretaria da Agricultura mostra hoje inauguração de área na zona oeste com presença do governador Júlio Prestes, em 1929

Mônica Cardoso, O Estadao de S.Paulo

06 de junho de 2009 | 00h00

O Parque Fernando Costa, mais conhecido como Parque da Água Branca, chega aos 80 anos relembrando o passado. O filme da inauguração da área, em junho de 1929, será exibido hoje às 11 horas. Nas imagens em branco e preto é possível identificar o governador Júlio Prestes de Albuquerque cercado por uma multidão elegantemente vestida com chapéus e cartolas. Centenas de pombos-correio foram soltos e a inauguração contou com a exposição de bois e cavalos. O filme foi encontrado por acaso no acervo histórico e pedagógico da Secretaria da Agricultura. "Poucas latas com rolos de películas de 16 e 35 milímetros estavam identificadas e algumas estão enferrujadas, o que danifica as imagens", conta a museóloga Beatriz Augusta Correa da Cruz, responsável pelo levantamento do acervo. Há ainda 90 películas que são verdadeiros documentos históricos com imagens de fazendas do interior paulista. Além da exibição do filme, dois grupos de viola caipira se apresentam hoje, a partir do meio-dia, e amanhã, às 10 horas. Será a estreia do grupo Violeiros do Parque, formado por frequentadores do local. Exposições com fotos antigas estarão espalhadas pelas alamedas, ao lado de galinhas, patos e pavões soltos pelo parque. "No próximo ano vamos retomar as pequenas exposições agropecuárias, que estão intimamente ligadas à história do parque", diz José Antonio Teixeira, diretor do local. O espaço foi utilizado como sede da indústria animal com laboratórios para pesquisas de vacinas, produção de laticínios e embutidos e realização de leilões. Na década de 1970, com a transferência das atividades para a cidade de Nova Odessa, o local se transformou em parque estadual. Hoje, o parque abriga diversas opções de lazer como a Praça do Idoso (com equipamentos de ginástica especiais), o aquário, o Museu Geológico, a arena para aulas de equitação, o meliponário (com abelhas sem ferrão produzindo mel), o tanque de carpas e a feira de produtos orgânicos.Há também a Casa do Caboclo, onde o visitante pode tomar café preparado no fogão a lenha com broa de milho e bolo de fubá quentinhos.

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