Apagão aéreo prejudica negócios, dizem empresários

Segundo pesquisa da Câmara de Comércio Americana, 94% de seus associados sentem-se afetados pela crise

Alaor Barbosa, da Agência Estado,

13 de agosto de 2007 | 18h11

A crise no setor aéreo prejudica os negócios dos associados da Câmara de Comércio Americana, conforme pesquisa feita pela entidade junto aos seus associados entre os dias 30 de julho e 2 de agosto. Segundo a pesquisa, 48% consideram que a crise prejudica "muito" os negócios dos associados e outros 46% consideram que prejudica "um pouco", enquanto apenas 6% responderam que não se sentem prejudicados. Cerca de 81% dos associados responderam que pretendem reduzir as viagens de avião, por conta da crise, e cerca de metade dos entrevistados considera que o tráfego aéreo no Brasil é "menos seguro" do que em outros países na América Latina. Apenas 9% consideram a situação brasileira "melhor", enquanto outros 41% consideram que é igual ao dos países vizinhos. Os entrevistados atribuem basicamente à politização e à má gestão do setor como os principais responsáveis pela crise, com o item colhendo 64% das respostas. Outros 22% apontaram os investimentos insuficientes como a principal causa, enquanto a descentralização das atribuições recebeu 7% das indicações e a pouca competição no mercado doméstico foi apontada por 6% dos entrevistados. Cerca de 1% responderam que a militarização do setor é a principal causa. A indicação de Nelson Jobim para o Ministério da Defesa é vista com ceticismo pelos entrevistados. Apenas 28% apontam que o novo ministro conseguirá superar a crise, enquanto 55% apontam como "talvez" e outros 17% são enfáticos em dizer que não. Os associados da Câmara de Comércio Americana apontaram como necessária a substituição dos principais responsáveis pelo setor, além de aumentar a fiscalização das empresas aéreas. Essa foi a recomendação de 54% das respostas, enquanto 24,5% sugeriram aumentar os investimentos no setor e abrir o capital da Infraero. A descentralização dos vôos no aeroporto de Congonhas em São Paulo também foi 45% dos entrevistados.

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