Apagão no Cindacta-4 adia enterro de vítima do vôo 3054

O adiamento ocorreu porque a mãe de Melissa, Marilda Ura, não conseguiu chegar a tempo para o enterro

21 Julho 2007 | 13h48

O problema no sistema elétrico que afetou a comunicação do Cindacta 4, atrasando os vôos internacionais no Brasil, causou o adiamento, para este domingo, do enterro da família do empresário de futebol Márcio Rogério Andrade, 35 anos. Vítimas do vôo 3054 da TAM, Márcio, a mulher, Melissa, 29 anos, e a filha, Alanis, de 2 anos, deveriam ser enterrados neste sábado na cidade onde moravam, Birigüi, a 518 quilômetros de São Paulo.   O adiamento ocorreu porque a mãe de Melissa, Marilda Ura, não conseguiu chegar a tempo para o enterro. Ela estava num vôo vindo do Japão com escala em Nova York, que deveria ter aterrissado em Cumbica na manhã deste sábado. O vôo foi desviado para o Chile. A família tentava a fretar um jatinho particular para trazê-la a tempo para o enterro, que estava marcado inicialmente para as 17 horas deste sábado. Com o problema no Cindacta 4, o enterro foi adiado para às 9 horas este domingo.   Além de Melissa, Marilda também perdeu o filho André, de 25 anos, cujo corpo não tinha sido reconhecido até o início da tarde deste Sábado. Os corpos de Márcio, Melissa e Alanis chegaram a Birigüi às 11 horas depois de serem velados durante a noite na cidade de Monte Aprazível, onde moram os pais de Márcio e onde ele passou a juventude. Uma missa na Igreja Matriz da cidade reuniu, na manhã deste sábado, centenas de amigos, parentes e moradores.   Um clima de comoção tomou conta da cidadezinha, de 20 mil habitantes. Os pais de Márcio, Cláudio e Aparecida Andrade, disseram que só conseguiram encarar os funerais por causa do apoio da família e dos amigos. Os dois evitaram criticar autoridades e a TAM pelo acidente ou pela crise aérea.

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