Arquivo pessoal
Arquivo pessoal

Apagão pode adiar disputas municipais no Amapá

Há quatro dias sem luz, Estado estuda adiar as eleições marcadas para o dia 15 de novembro

Daniel Weterman, O Estado de S. Paulo

06 de novembro de 2020 | 17h02
Atualizado 06 de novembro de 2020 | 20h40

BRASÍLIA - O apagão que atingiu o Amapá pode adiar as eleições municipais marcadas para o dia 15 de novembro. A possibilidade entrou no radar dos candidatos a prefeito e vereador nos 16 municípios do Estado e é considerada pela Justiça Eleitoral, responsável por organizar o pleito nas cidades. 

Na noite de terça-feira, um incêndio em uma subestação de Macapá causou o apagão e afetou o fornecimento de energia de 14 municípios no Estado. Mais cedo, o ministro de Minas e Energia (MME), Bento Albuquerque, afirmou que seria possível restabelecer cerca de 70% da energia ainda nesta sexta-feira, 6. O serviço, porém, pode enfrentar uma fase de racionamento.

O chefe da pasta declarou que espera conseguir retomar 100% da energia do Amapá em até dez dias, o que pode comprometer o primeiro turno das disputas municipais. 

Em nota, o presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Amapá, desembargador Rommel Araújo, afirmou ter garantias de que haverá energia elétrica nos locais de votação durante as eleições municipais. "Mesmo diante dos últimos acontecimentos relacionados ao 'apagão' em grande parte do Estado, o Governo do Amapá garantiu que haverá energia em todos os locais de votação, já que as medidas para solucionar o problema estão sendo adotadas também pelo governo federal", diz a nota assinada pelo desembargador e enviada ao Estadão/Broadcast Político

O presidente do TRE afirmou, ainda, que a Justiça Eleitoral do Amapá cumpre rigorosamente o calendário e está preparada para o pleito. "Quanto às urnas eletrônicas, todos os equipamentos dispõem de bateria com autonomia suficiente para garantir o direito de voto do primeiro ao último eleitor de cada seção eleitoral”, destacou o desembargador.

A Emenda Constitucional que adiou as eleições no País para novembro em função da pandemia de covid-19 prevê a possibilidade de uma nova data para as disputas, mas vincula o reagendamento à situação sanitária do novo coronavírus. O governador do Amapá, Waldez Góes (PDT), decretou estado de emergência no Estado, o que pode embasar uma decisão da Justiça Eleitoral de remarcar a votação. 

Os candidatos ainda evitam tratar do adiamento e argumentam que no momento é preciso tratar especificamente do retorno da energia no Estado para evitar um agravamento da crise. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), se encontrou hoje com o ministro de Minas e Energia para tratar do assunto. O irmão e suplente do senador, Josiel Alcolumbre, é candidato à prefeitura de Macapá. 

Após viajar para o Amapá, Alcolumbre está em Brasília e declarou que há uma boa perspectiva técnica para resolver a situação. "Nós temos um Estado da federação no escuro e eu só saio daqui quando o meu Amapá estiver com a energia normalizada", publicou o parlamentar nas redes sociais. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.