Apartamento de onde criança caiu em MG estava revirado

Polícia trabalha com a hipótese de acidente; menino caiu do 3º andar e morava com a tia havia 15 dias

Eduardo Kattah, O Estado de S. Paulo

03 de abril de 2009 | 16h34

A polícia de Minas Gerais abriu um inquérito para apurar a morte do menino João Pedro Sousa Silva, de 2 anos e 8 meses, que caiu da janela do 3º andar de um apartamento em Belo Horizonte. O menino morava com a tia havia 15 dias. Verônica Souza Silva, de 23 anos, dividia o apartamento com uma amiga no bairro Floresta. O acidente aconteceu na madrugada desta sexta-feira, 3, e o apartamento estava revirado quando os policiais chegaram ao local. Testemunhas também disseram que ouviram gritos vindos do apartamento.

 

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Policiais militares que estiveram no apartamento disseram que encontraram o local "revirado". Havia uma faca e roupas espalhadas pelo chão. Moradores comentaram com os policiais que ouviram gritos vindo do apartamento.

 

Peritos do Instituto de Criminalística isolaram o local, tiraram fotos e mediram a janela de onde João Pedro teria caído. O prédio, de oito andares é um misto de edifício comercial e residencial. "O resultado da perícia no apartamento sai em 30 dias. Informações preliminares levaram a polícia a trabalhar com investigações na hipótese de acidente", segundo nota divulgada pela Polícia Civil.

 

A tia do garoto deixou a delegacia com o rosto coberto. Sua colega de apartamento se irritou com o assédio da imprensa. O porteiro do prédio e vizinhos serão chamados para depor nos próximos dias. Os moradores serão questionados sobre a convivência das mulheres com o menino.

 

Conforme a Polícia Civil, a mãe de João Pedro, identificada como Paula Cristina Souza Silva, mora atualmente na Itália e o garoto vivia com a avó, na cidade Tumiritinga, região do Vale do Rio Doce, a 381 km da capital mineira.

 

Ele teria vindo para Belo Horizonte para passar uma temporada com a tia e já se preparava para retornar à casa da avó. Até a tarde desta sexta, o corpo de João Pedro permanecia no Instituto Médico-Legal (IML) aguardando liberação.

 

Acidente

 

Verônica e a amiga Camila Florido Neves da Silva, de 25 anos, passaram a madrugada na delegacia prestando depoimento. Elas foram ouvidas pela manhã pelo delegado Augusto Araújo Silveira e liberadas em seguida. A polícia informou que as jovens prestaram depoimento como testemunhas e a princípio a linha de investigação trabalha com a hipótese de acidente.

 

Elas afirmaram ao delegado que fumavam na sala, na porta de entrada do apartamento - uma quitinete -, enquanto o garoto dormia no quarto. Quando retornaram, não encontraram mais a criança. De acordo com a perícia, havia uma cadeira próxima à janela, que não tinha grade ou tela de proteção.

 

A tia de João Pedro desceu à procura do garoto, suspeitando que ele pudesse ter caído da janela. Por volta de 23h40, o porteiro do prédio pediu ajuda a um sargento da Polícia Militar, que passava próximo ao local. Os bombeiros tiveram dificuldades para encontrar a criança e precisaram de técnicas de rapel para chegar ao local do onde estava o garoto, numa espécie de vala, num terreno ao lado do prédio.

 

João Pedro já não apresentava sinais vitais e o óbito foi constatado por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

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