Apartamento novo custa até R$ 2 milhões

Enquanto os imigrantes pobres de Marabá tentam se acomodar em ocupações e loteamentos clandestinos, a classe média e os ricos buscam refúgio em condomínios fechados e edifícios de luxo.

Daniel Bramatti, O Estado de S.Paulo

12 de junho de 2011 | 00h00

A cidade, que praticamente não tem prédios, começa a se preparar para uma onda de verticalização. Símbolo dessa nova fase é o edifício Crystal Tower, ainda em fase de projeto. São 40 apartamentos de 300 metros quadrados. Cada unidade custa R$ 1,3 milhão - o preço salta para R$ 2 milhões no caso das duas coberturas duplex.

Segundo Ângela Pereira, diretora da imobiliária Chão & Teto, cerca de 30% dos apartamentos foram vendidos nas primeiras duas semanas após o lançamento, e a expectativa é comercializar todos até agosto. "Além dos moradores que operam no setor madeireiro, siderúrgico, agropecuária, mineração, indústria e serviços, empresários de todas as regiões do Brasil estão se instalando em Marabá para expansão de seus negócios. Todos buscam uma qualidade de vida e maior segurança."

Outros prédios estão a caminho. "A verticalização é uma tendência na maioria das cidades por vários fatores, entre eles proximidade com infraestrutura de serviços e comércio, ventilação, vista e segurança", explicou Ângela. "Marabá não será diferente. Além de apresentar altos índices de violência, é uma cidade muito quente."

No percurso de 14 quilômetros entre a cidade e a Aços Laminados do Pará, siderúrgica de grande porte que a Vale está construindo, há dois condomínios fechados em fase de instalação. Outros "bairros novos" são anunciados em outdoors e na televisão.

Em 2012, Marabá deve ganhar seu primeiro shopping center.

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