Apenas 10% dos motoboys estão legais na capital

Apenas 10% dos cerca de 200 mil motoboys da capital se adequaram às novas regras do serviço de motofrete, instituídas pela Prefeitura em outubro de 2005. O diretor do Departamento de Transportes Públicos (DTP), Paulo Lourenço da Silva, reconhece que a adesão é baixa e aponta o diagnóstico do problema: "fiscalização insuficiente". As blitze, que deveriam ter começado há um ano, só passaram a ser feitas em outubro, e de forma parcial.Apenas os motoboys que não possuem o condumoto (licença de trabalho) estão sendo punidos. Desde o início da fiscalização, segundo o DTP, 53 motos foram apreendidas. Entretanto, a lei também torna obrigatório o kit de segurança, que inclui protetor para as pernas, antena para evitar ferimentos provocados por linhas de pipa com cerol, além de baú e capacete com identificação."Resolvemos deixar essa parte para uma segunda etapa", diz Silva. No início de 2007, o DTP pretende republicar as normas em cartilhas para, então, passar exigir a instalação dos equipamentos.Certas de que não serão vistoriadas, muitas empresas de motofrete também ignoraram a legislação. Das 2.500 em atividade na capital, só 500 estão regularizadas. Outras 400 chegaram a dar entrada nos documentos, mas desistiram do processo. "Quem ganha com isso é o mercado informal, que explora os motoboys e prejudica as empresas idôneas", diz o presidente da especialidade Transportes por Motocicleta do Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo (Setecesp), Fernando Souza.A fiscalização conjunta entre Prefeitura e Polícia Militar deveria ter começado em 1º de dezembro de 2005, mas acabou adiada diversas vezes. Recentemente, o DTP optou por fazer as blitze com o apoio da Guarda Civil Metropolitana (GCM). Ainda assim, faltam fiscais para o serviço. São quatro equipes e apenas um veículo - com três vagas - para rebocar as motos que estiverem irregulares.

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