Apenas 3% da população da Região Sudeste tem confiança plena nas polícias Civil e Militar

Região Nordeste tem o maior índice de confiabilidade máxima. Mesmo assim, ele não é grande: 5,8 pontos percentuais

Estadão.com.br,

30 Março 2011 | 12h19

BRASÍLIA - A polícia brasileira não tem passado uma boa imagem aos cidadãos: em nenhuma região do País, mais que 6% da população diz confiar muito no trabalho policial. É o que mostra o Sistema de Indicadores de Percepção Social (Sips) sobre segurança pública 2010, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgado nesta quarta-feira, 30.

A pesquisa foi realizada pedindo aos entrevistados que classificassem sua confiança no trabalho policial em quatro níveis: não confia, confia pouco, confia e confia muito.

 

Veja também:

linkPopulação Nordeste é a que mais teme ser assassinada

documento Estudo completo do Sips sobre segurança pública

 

A população da Região Sudeste foi a que apresentou o menor índice de confiança plena nas polícias Civil e Militar: apenas 3% dos entrevistados atribuíram nota 'confia muito' às entidades. Segundo a pesquisa, 30,05% dos moradores da mesma região disseram não confiar na atuação das polícias - também o índice mais elevado do Brasil. Os outros 66,95% da população do Sudeste afirmaram que 'confiam ou confiam pouco' nas polícias.

A diferença do Sudeste para a região com o maior índice de alta confiabilidade, o Nordeste, também não é grande. No Nordeste, 5,8% expressou confiança plena no trabalho policial.

 

 

Trabalho. A pesquisa Sips também avaliou os serviços comumente prestados pelas instituições policiais e os dados mostram um fato curioso: apesar de ter os policiais com o maior índice de confiança na polícia, o Nordeste é a região que dá a pior avaliação para o atendimento policial no Brasil. Dos mil cidadãos que precisaram acionar a polícia por algum motivo na região, 29,7% avaliaram o atendimento como péssimo ou ruim. O melhor índice no atendimento policial, segundo percepção da população, foi na Região Sul, onde foi registrado 22,8% de atendimentos considerados péssimo ou ruim.

 

Atualizado às 13h58

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