Apenas 3 dos 147 presos na festa do PCC estão detidos

O delegado Valter Abreu, do Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic), responsável pela prisão de 147 pessoas numa festa ocorrida na segunda-feira, num bufê em Sapopemba, zona Leste de São Paulo, disse hoje que 53 dos detidos fazem parte de quadrilhas de ladrões ou integram facções do crime organizado, como o Primeiro Comando da Capital (PCC). Apesar disso, apenas 3 dos 147 ficaram presos. Estão condenados por furto, roubo e receptação."O aniversariante Ricardo Oliveira, por exemplo, com antecedentes por furto e roubo de carros, foi liberado, pois não é procurado." Abreu informou que, apesar dos antecedentes de grande parte dos detidos, foi obrigado a liberá-los. "Se tivéssemos condições de identificar os donos dos 50 celulares clonados, da maconha, da cocaína e dos dois revólveres jogados no gramado, pelo menos 60 pessoas ficariam presas."Dos 147 detidos, além dos 3 condenados, 68 respondem ou já responderam a inquéritos e processos por estelionato, furto, roubo, receptação e tráfico de drogas. "Eles não são procurados, mas serão investigados. Nós ouvimos 30 deles, que negaram estar comemorando os ataques aos prédios da polícia. Os outros 38 começam a prestar declarações na próxima semana", informou Abreu. O inquérito que vai apurar o verdadeiro motivo do encontro no bufê foi instaurado por formação de quadrilha, porte ilegal de arma, tráfico de drogas, corrupção de menores e resistência.

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