Apenas Jobim pode falar sobre a crise aérea, diz Lula

Presidente não quer mais polêmicas e declarações precipitadas de seus auxiliares

Leonêncio Nossa, do Estadão,

30 Julho 2007 | 17h10

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, terá autonomia para escolher o novo presidente da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), informaram, no início da tarde desta segunda-feira, assessores do Palácio do Planalto. Em reunião, durante a manhã, com os ministros do grupo de Coordenação Política e com Jobim, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou que apenas Jobim falará em nome do governo a respeito da crise no setor aéreo.   Na reunião, Lula deixou claro que o novo ministro começa com influência no governo. O Planalto já concordou com a decisão de Jobim de não nomear o ex-presidente do Banco do Brasil Rossano Maranhão para o comando da Infraero. A escolha de Maranhão era defendida por ministros palacianos. Maranhão, no entanto, não é ligado ao novo ministro da Defesa.   Jobim teve pela manhã, no Planalto, uma audiência privada com o presidente Lula. Na conversa, o ministro fez um balanço de suas primeiras ações à frente do ministério. Depois, Lula o convidou a participar da reunião do grupo de ministros da Coordenação Política. Foi nessa reunião que o presidente mandou um recado aos ministros mais influentes do governo: "qualquer balanço da crise e qualquer afirmação serão feitos apenas pelo ministro da Defesa", avisou, segundo relato de um participante do encontro.   O presidente não quer mais polêmicas e declarações precipitadas dos auxiliares. Lula avalia que setores da mídia e da opinião pública foram "afoitos" ao jogar no governo toda a culpa pelo acidente com o Airbus da TAM que explodiu no Aeroporto de Congonhas, no último dia 17, causando a morte de 199 pessoas. Lula destacou que só Jobim falará sobre o assunto nos próximos dias e insistiu em que é necessário que se esperem as conclusões da Aeronáutica sobre as causas da tragédia.

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