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Apesar de denúncia, TJ não afasta Taniguchi

A 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná recebeu, nesta quinta-feira, denúncia contra o prefeito de Curitiba, Cassio Taniguchi (PFL), acusado de não ter respeitado a ordem cronológica para o pagamento de precatórios.Os desembargadores, no entanto, decidiram rejeitar o pedido do Ministério Público Estadual para que o prefeito fosse afastado do cargo durante a ação penal para coleta de provas.O prefeito foi acusado de, em seu primeiro mandato, ter autorizado pagamento de precatório por desapropriação de imóvel no centro de Curitiba ao juiz aposentado Luiz Gastão de Carvalho, em valor pouco superior a R$ 4,4 milhões, em 10 parcelas, preterindo outros 12 precatórios que estavam à frente.Pela denúncia, o dinheiro utilizado para o pagamento foi retirado de recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), destinados ao programa de transporte urbano para população de baixa renda.O advogado de Taniguchi, Giovani Gionédis, disse, nesta quinta-feira, que toda a operação foi feita dentro da lei. "A negociação para o pagamento da indenização pela desapropriação dessa área só trouxe vantagens financeiras para o município", afirmou.Um acordo com o beneficiário teria garantido uma economia de R$ 1 milhão para os cofres públicos. De acordo com a prefeitura, o acordo foi homologado pela 1ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba, e o cancelamento do precatório efetivado pelo presidente do TJ na época."A partir de agora, com o andamento da ação, teremos a oportunidade de demonstrar que não houve nenhuma irregularidade no pagamento da dívida", afirmou Gionédis. Segundo ele, não houve utilização do dinheiro do BID."Foi feita uma alteração orçamentária respeitando todas as leis", garantiu. Na próxima semana, o TJ volta a apreciar mais uma denúncia-crime, com novo pedido de afastamento do prefeito, também referente a pagamento de precatórios.

Agencia Estado,

23 de maio de 2002 | 17h51

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