Leonardo Augusto
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Apesar de liberação, igrejas evangélicas de Minas têm baixa procura neste domingo

Nove dos principais templos em Belo Horizonte permaneceram fechados ou com poucos fiéis neste domingo de Páscoa

Leonardo Augusto, especial para o Estadão

04 de abril de 2021 | 19h55

BELO HORIZONTE - O medo de pegar o novo coronavírus foi maior do que a vontade de ir à igreja entre os evangélicos neste domingo de Páscoa na capital mineira. A maior parte dos templos sequer abriu mesmo com a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Kassio Nunes Marques, de liberar missas e cultos presenciais em todo o País.

A reportagem do Estadão esteve em nove igrejas evangélicas de Belo Horizonte no período entre 17h e 18h, horário em que acontecem na maioria dos templos os últimos cultos do domingo. Na Igreja da Graça Internacional do Reino de Deus, com capacidade para 1,8 mil pessoas, menos de 50 participavam do culto das 18h. "É a covid", comentava um segurança à porta do local.

Situação semelhante ocorreu no Templo dos Milagres - Igreja do Poder de Deus que, com capacidade para pelo menos 500 pessoas, reuniu cerca de 50 neste domingo. As igrejas Hospital da Alma e Plenitude do Reino de Deus estavam com as portas fechadas por volta das 17h30, sem realização de cultos ou qualquer indício de que ocorreriam.

A Assembleia de Deus, no Centro da capital, a informação era de que os cultos estavam sendo realizados apenas online. Na entrada da matriz da Igreja Universal do Reino de Deus, no bairro de Lourdes, região centro-sul da cidade, havia movimento de fiéis, mas bastante reduzido, em comparação com o período em que os cultos estavam liberados, conforme informaram vendedores ambulantes que trabalham na porta do templo.

Já outra igreja da Universal, como a da avenida Afonso Pena, no centro, estava aberta, mas vazia. A da Savassi estava fechada no horário. A Igreja do Evangelho Quadrangular, na Floresta, região leste da cidade, também estava fechada.

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