Apesar de melhora, umidade do ar continua em níveis baixos em SP

São Paulo ainda está no limite da baixa umidade do ar. Ontem, das dez estações de medição de qualidade do ar monitoradas pelo Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), apenas uma, a de São Matheus, registrou índice de umidade relativa considerada boa (43%). O restante ficou na marca muito próxima dos 30%, registro mínimo recomendado pela Organização Mundial da Saúde para não provocar danos ao organismo. As piores foram Consolação (29%) e Parelheiros (28%), nas regiões centro e sul, respectivamente.Anteontem, os paulistanos enfrentaram um dia típico do Saara. Apesar das temperaturas amenas, a umidade do ar chegou a 21%, o menor índice do ano. No deserto, a umidade é em torno de 15%.Segundo o meteorologista do CGE Daniel Félix, a ligeira melhora foi trazida por uma frente fria, que deve permanecer até o final de semana. "A qualidade do ar foi amenizada pela nebulosidade trazida pelo frio e essa sensação deve continuar nos próximos dias."Com a melhora na umidade relativa do ar, a saúde da população também fica mais protegida. Em tempos secos, alertam os especialistas, aumentam os casos de crises respiratórias, conjuntivite e também doenças pulmonares. Para se ter uma idéia, os prontos-socorros chegam a registrar até 30% a mais de atendimentos, especialmente em crianças e idosos. Por enquanto, o que está descartado mesmo é a chuva. As previsões indicam que o tempo segue seco até quase o final do mês. Apesar disso, o frio não deverá ser tão rigoroso nas próximas semanas. ALERTAAs Defesas Civis de 11 Estados e do Distrito Federal foram alertadas pela Secretaria Nacional de Defesa Civil (Sedec), do Ministério da Integração Nacional, por causa da baixa umidade do ar verificada ontem. Uma massa de ar seco mantém as condições de baixos índices de umidade do ar em São Paulo, Minas, Maranhão, Piauí, Goiás, Mato Grosso, Tocantins, Bahia, Rondônia, Pará, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal. A secretaria desaconselha atividades ao ar livre e exposição ao sol.

Fernanda Aranda e Fabiana Marchezi, O Estadao de S.Paulo

10 de julho de 2008 | 00h00

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