Apesar de promessa de Beltrame, obras têm incidentes desde o início do ano

Quando as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em favelas do Rio foram iniciadas, o secretário de Segurança Pública do Estado, José Mariano Beltrame, fez questão de tranqüilizar os moradores, temerosos de possíveis tiroteios entre polícia e traficantes. Ele disse que os policiais não entrariam nas comunidades com "espírito de procurar guerra".No entanto, desde o início do ano foram registrados seguidos incidentes. Em agosto, uma troca de tiros entre policiais civis e traficantes do Cantagalo e do Pavão-Pavãozinho interrompeu os trabalhos. O mesmo ocorrera em abril. Na ocasião, Adalto do Nascimento Gonçalves, o Pit Bull, suspeito de chefiar o tráfico no Cantagalo, foi preso. Ele era vigia das obras do PAC e tinha até crachá com seu nome.Antes, em março, fora registrado intenso tiroteio entre PMs e bandidos na Rocinha, no dia em que os canteiros de obras começaram a ser montados. O conflito se deu dez dias depois de uma visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.No mês passado, Beltrame recomendou o adiamento da interdição, para obras, de dois quilômetros da Avenida Leopoldo Bulhões, em Manguinhos, com o objetivo de preservar motoristas que ali dirigiriam em baixa velocidade e ficariam expostos a assaltos.

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