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Após 11 dias, lama de barragens chega ao Espírito Santo

Captação de água de água foi suspensa em Baixo Guandu

Luciana Almeida, Especial para O Estado

16 de novembro de 2015 | 21h11

VITÓRIA - Após 11 dias descendo pelas águas do Rio Doce, a lama de rejeitos de minério que vazou das barragens da Samarco, na cidade de Mariana, em Minas Gerais, chegou ao Espírito Santo por volta das 17h20 desta segunda-feira, 16.

Por volta das 18 horas, os rejeitos atravessavam a Ponte Mauá, no centro de Baixo Guandu, segundo informações do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) da cidade. 

No final da manhã, após receber a informação de que a massa de lama havia passado pela usina de Aimorés, em Minas Gerais, a captação de água de água foi suspensa na cidade. Poucas horas depois, os rejeitos chegaram ao Espírito Santo.

O prefeito de Colatina, que também é presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Doce, Leonardo Depptulski, disse que o reservatório da represa de Aimorés tem 75 milhões de litros de água, e isso ajuda a diluir o material. 

"A qualidade da água, à medida que vai sendo misturada no reservatório da hidrelétrica de Aimorés, melhora. Temos uma redução na concentração da lama, que já não está como chegou em Governador Valadares", explicou o prefeito.

Na manhã desta segunda, o ministro da Integração Nacional, Gilberto Occhi, esteve em uma reunião com o governador do Espírito Santo, Paulo Hartung, e membros do governo estadual, e garantiu que não faltará água para os capixabas das cidades atingidas pela lama.

"Já está pronta uma adequação para captação no Rio Guandu e temos ainda a instalação de cisternas, reservatórios e a presença de carros-pipa para, se necessário, buscar água em outros locais", disse Occhi.

Em Colatina os esforços da prefeitura e dos governos estadual e federal estão em abastecer aproximadamente 120 mil habitantes. Entre as linhas de trabalho, já está em execução a perfuração de poços artesianos para coleta de água no subsolo. 

Para realizar a distribuição e armazenamento de água estão sendo utilizados carros-pipa e reservatórios móveis. 

"Estamos percebendo que à medida que a água do rio vem se aproximando do Espírito Santo, está perdendo a turbidez. Pensando na coleta de água para tratamento e distribuição, este é um importante registro", avaliou o ministro.

Já o governador Paulo Hartung ressaltou que existindo qualquer suspeita na qualidade da água a coleta será suspensa no Rio Doce. "É uma questão de saúde pública que está sendo tratada com muita cautela", frisou.

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