Após 22h, será possível avaliar se haverá segundo turno

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Marco Aurélio de Mello, disse acreditar que, entre 22 horas e 23 horas, já será possível avaliar se haverá ou não segundo turno na eleição para presidente da República. "Teremos cerca de 70% da apuração total dos votos por volta das 22 horas e 23 horas de hoje. Assim, poderemos ter, com uma margem de erro não substancial, a definição se o pleito será resolvido em primeiro turno, ou se terá a necessidade de segundo turno", afirmou Mello. Por volta das 19h45, o tribunal registrava a apuração de 51,73% do total de votos em todo o País. Marco Aurélio disse que foi registrada a substituição de 3.101 urnas eletrônicas em todo o Brasil, o que representa 0,86% do total das urnas. Apenas 88 seções - ou 0,024% de um total de mais de 380 mil seções - tiveram que realizar a votação em cédulas de papel, dado que, segundo o presidente do TSE, não tem qualquer relevância. Ele ainda reiterou que o baixo índice de uso de urnas de lona está relacionado ao aprimoramento das urnas eletrônicas e do uso do equipamento.Na avaliação do presidente do TSE, a eleição se deu dentro de total normalidade. O ministro disse que as forças federais requisitadas por Estados não precisaram ser utilizadas e que alguns "percalços" fazem parte do processo que envolve "uma certa dose de paixão"."Correu tudo em um ambiente de paz e de festa cívica", disse, em entrevista coletiva na qual fez um balanço das eleições. O TSE não tem ainda um levantamento final do número de prisões ocorridas em todo País, e até o meio da tarde, o tribunal havia sido informado de apenas 24 prisões. Marco Aurélio disse acreditar que a mudança na legislação eleitoral, que proibiu, entre outras coisas, "showmício" , distribuição de camisetas e fixação de cartazes em lugares públicos, como postes de iluminação, "implicou a pacificação do certame". Para ele, a alteração da lei facilitou a escolha do eleitor, que considerou apenas o perfil do candidato. O ministro espera que o número de abstenções e votos em branco e nulos diminua nestas eleições como resultado das campanhas de conscientização realizadas pela Justiça Eleitoral. "Nós precisamos presumir que o cidadão tem o poder de se indignar com certas coisas", argumentou. Ele não quis, no entanto, comentar o fato de as pesquisas apontarem a vitória de alguns candidatos envolvidos em denúncias de corrupção. "O poder emana do povo, que o transfere. E, uma vez transferido, porque vivemos em um Estado democrático de direito, temos que respeitar esta transferência", argumentou.

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