Após 6 horas, termina rebelião em presídio de Hortolândia

A rebelião dos presos do Centro de Detenção Provisória de Hortolândia 2, na região de Campinas, no interior de São Paulo, chegou ao fim após seis horas, no final da manhã desta quinta-feira, 3. Quatro agentes penitenciários mantidos reféns foram liberados, sem ferimentos.A confusão começou por volta de 5h30, quando um grupo de presos chamou os agentes para um atendimento médico. Aberta a cela, os detentos fizeram quatro agentes reféns, ameaçando-os com estiletes, e tentaram fugir.O primeiro refém foi liberado por volta das 10h30 e às 11h20, os outros três, todos sem ferimentos, foram liberados. Onze presos considerados líderes da rebelião foram transferidos para outros presídios. A unidade não sofreu danos ao patrimônio público, segundo a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP).Após a liberação dos reféns, a Polícia Militar entrou na unidade, para realizar uma revista. Mesmo com a rebelião contida, os presos continuaram no pátio. O helicóptero Águia da PM sobrevoou a unidade e soldados cercaram o presídio para impedir fugas. Uma versão não oficial dá conta que dois túneis estavam em construção. Por causa da rebelião, cerca de 100 familiares de presos foram impedidos de entregar as sacolas contendo mantimentos e cigarros. A entrega do chamado ´jumbo´ acontece as quintas-feiras. O CDP 2 está com cerca de 1.400 detentos, mas foi projetado para abrigar 768 presos. A unidade é uma das seis que compõe o Complexo Penitenciário Campinas-Hortolândia que abriga, ao todo, 7 mil presidiários.Atualizada às 16h48

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