Após 9 h, termina rebelião no presídio no interior da Bahia

Presos exigiam a retomada das oficinas de artesanato e do banho de sol e pediam ligações para as famílias

Tiago Décimo, O Estado de S. Paulo,

20 Agosto 2009 | 11h03

Depois de nove horas de negociações, a rebelião no Pavilhão B do Presídio de Serrinha foi encerrada na noite de quarta-feira. Segundo a Secretaria de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos da Bahia, os 130 presos que participavam do movimento e mantinham cinco colegas condenados por crimes sexuais como reféns resolveram encerrar o motim depois de conseguir que as oficinas de artesanato e os banhos de sol fossem retomados e que as ligações para casa em casos de urgência fossem autorizadas.

Os benefícios tinham sido suspensos porque os internos aproveitavam o material fornecido nas oficinas para fabricar armas improvisadas. O motim foi iniciado na tarde de quarta, depois de uma tentativa frustrada de fuga.

 

O presídio de Serrinha, município baiano a 173 quilômetros a noroeste de Salvador, é um dos poucos que não sofrem com superlotação no Estado: tem capacidade para 476 detentos e abriga 436.

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