Após acidente com jatinho, Jobim quer mais empresas aéreas

Ministro afirma que vai voltar a cobrar mais rigor da Anac na fiscalização de equipamentos da aviação geral

Tiago Décimo, Estadão

05 de novembro de 2007 | 16h02

Em visita à Base Naval de Aratu, em Salvador (BA), o ministro da Defesa, Nelson Jobim, fez comentários sobre o acidente aéreo que aconteceu em São Paulo, na tarde de domingo, e defendeu a reestruturação da malha aérea brasileira, pedindo também a inclusão de mais companhias áreas para atender à crescente demanda dos passageiros. "As duas grandes do setor (TAM e Gol) já estenderam ao máximo a capacidade de atendimento", afirmou o ministro.   Veja também: Movimento no Campo de Marte cresce 30% com a crise aérea Casas atingidas por jato serão demolidas; buscas são retomadas nesta 2ª   Vídeo do local do acidente  Vídeo das casas atingidas pelo jato  Vídeo do resgate no local do acidente  Veja como foi o acidente com o Learjet 35  Galeria de fotos  Todas as notícias sobre o acidente com o Learjet 35    Jobim disse que aguarda o resultado das investigações sobre a queda do Learjet 35, da empresa Reali Táxi Aéreo. Oito pessoas morreram - seis eram da mesma família. O ministro voltou a afirmar que vai cobrar, da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), mais rigor na fiscalização da manutenção das aeronaves que circulam no País. "Essa fiscalização tem de ser aprofundada na aviação comercial como um todo, mas especialmente sobre as aeronaves pequenas, como as que fazem táxi aéreo", afirmou.   Ainda no domingo, Jobim havia determinado ao diretor da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) Allemander Pereira Filho - que assumiu o cargo há uma semana - que fizesse uma avaliação do sistema de fiscalização, para verificar se as regras são cumpridas e se seriam necessárias normas mais rígidas no setor, por considerar que há "muitos problemas nesse segmento".   Além disso, Jobim afirmou que, com a saída de Milton Zuanazzi da diretoria da Anac, na semana passada, acredita que enfim o sistema aéreo brasileiro vai poder ser reestruturado como um todo. Antes, de acordo com ele, a Anac não se integrava com os demais órgãos e associações do setor, como a Infraero ou com as associações de controladores.   Aeroportos   Na última quinta-feira, Jobim já havia estado na Bahia, vistoriando os aeroportos de Ilhéus e de Porto Seguro, ambos no litoral sul do Estado. De acordo com ele, os dois precisariam passar por "várias reformas" para atender às necessidades dos passageiros.   A região é uma das que mais recebem turistas no Nordeste. O Aeroporto de Porto Seguro é o segundo maior da Bahia em movimentação, com fluxo anual de 790 mil passageiros, no ano passado - menos apenas que o de Salvador, com 5,4 milhões de passageiros. Está em estudo a construção de um novo terminal no município, com investimentos de R$ 150 milhões.   Já em Ilhéus, as obras de construção de um novo aeroporto, orçado em R$ 155 milhões, estão previstas para começar já no início de 2008. O aeroporto atual é apontado por pilotos como um dos mais perigosos do País, por ter uma pista considerada curta (1.750 metros), que termina pouco antes de uma movimentada avenida da cidade.

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