Após acidente, PM acha 8,5 toneladas de maconha

Droga, escondida entre carga de banquinhos de madeira, estava sendo levada para a Favela de Paraisópolis, quando motorista perdeu a direção

Bruna Ribeiro, O Estadao de S.Paulo

24 de novembro de 2008 | 00h00

Por causa de um freio quebrado, as 8,5 toneladas de maconha que seriam distribuídas anteontem na Favela de Paraisópolis, zona sul da capital, foram apreendidas pela Polícia Militar. Tudo porque o motorista perdeu o controle do caminhão e bateu em quatro veículos na Rua Dr. José Carlos de Toledo Piza, altura do número 300, no acesso à favela. Como os donos dos carros atingidos queriam agredir o motorista do caminhão, policiais foram chamados para conter o tumulto. Ao examinarem o veículo, encontraram blocos de maconha escondidos entre 2.400 banquinhos de madeira, que acabaram saqueados. Foi a maior apreensão da droga do ano no Estado.O motorista, José Antônio de Almeida, de 29 anos, foi autuado em flagrante e responderá por tráfico de drogas, sujeito a pena de 5 a 15 anos. Ele disse que recebeu R$ 100 para levar o veículo por um percurso de aproximadamente 300 metros, até uma outra rua. "Como queriam bater no motorista, o dono da carga, que é morador da favela, falou para ele ir embora e pediu para eu levar o caminhão. Quando estava estacionando, a polícia chegou e me prendeu."Almeida disse que não sabia que havia drogas na carga e pretende procurar um advogado. "Acredito que serei solto, pois não tenho culpa de nada." O suspeito não tem passagem pela polícia e trabalha como borracheiro. Ele disse que já consertou, algumas vezes, o carro do dono da mercadoria. Contou ainda que não é morador da favela e estava lá aguardando o proprietário de uma casa, que pretendia alugar.Os PMs que atenderam a ocorrência afirmaram que a apreensão foi de 9,8 toneladas de maconha; a Polícia Civil, no entanto, informou que a pesagem oficial do Instituto de Criminalística apontou 8,5 toneladas.Nenhum dos proprietários dos veículos envolvidos no acidente compareceu à delegacia. Segundo o delegado do 89º DP, onde o caso foi registrado, a carga, de acordo com a nota fiscal, veio de Mato Grosso do Sul.

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