Após assalto no Rio, governo inglês vai alertar turistas

Depois do assalto a um ônibus com 19 ingleses, na noite de sábado, 25, no centro do Rio de Janeiro, o governo britânico, por meio do Foreign & Commonwealth Office (FCO), reviu os conselhos de viagem para o Brasil. O site do FCO informa que serão inseridas no capítulo sobre o País alertas contra seqüestros de ônibus de turismo.No início do ano, um grupo de 33 ingleses havia sido assaltado ao chegar na cidade, numa ação semelhante à do fim de semana, em que os bandidos anunciaram o assalto no Aterro do Flamengo. Uma Pajero interceptou o veículo e alguns bandidos subiram e anunciaram o assalto. Outros continuaram no carro, acompanhando o ônibus, que continuou em movimento. Depois do roubo, os assaltantes entraram de volta na caminhonete e fugiram em direção ao centro da cidade.A polícia afirma já ter identificado um suspeito de assaltar o ônibus. O guia de turismo brasileiro que acompanhava os ingleses na hora do assalto identificou-o através de fotografias como sendo o homem que anunciou o crime. O caso está sendo investigado pelo delegado-titular da Delegacia Especial de Atendimento ao Turista (Deat), Ricardo Andreiollo, que suspeita da existência de uma quadrilha especializada nesse tipo de assalto.Apesar de assustados e enraivecidos com o roubo de passaportes, documentos e cartões de créditos, os 18 turistas e a guia inglesa assaltados no sábado decidiram continuar com a programação normal da viagem, que inclui visitas a pontos turísticos como o Corcovado e o Bondinho. No domingo, 26, eles foram ao Maracanã, onde assistiram ao jogo Botafogo e Corinthians. Nesta segunda-feira, 27, passaram o dia fora do hotel, mas o Consulado Britânico informou que os ingleses não queriam ser localizados e nem dariam entrevistas. Eles ficarão na cidade até quarta, 29, e depois irão a Foz do Iguaçu (PR). O cônsul inglês esteve nesta segunda novamente no hotel, para dar apoio aos turistas britânicos. Ele garantiu que o grupo teria novos passaportes até a saída do País. O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio, Alfredo Lopes, acredita que a repetição de casos de crimes contra turistas possa ter conseqüências negativas sobre o turismo em temporadas futuras. "Para esse ano não deve mudar nada, porque as reservas já foram feitas e as pessoas não vão cancelar. Para o ano que vem pode haver problemas."Lopes criticou o modo como o Aeroporto Internacional Tom Jobim é gerido. "A verdade é que o Terminal 1 parece uma babel, uma rodoviária. Você é abordado o tempo todo por engraxates, maleiros, tem táxis piratas. Todo tipo de problema tem", disse. Para ele, é preciso maior integração entre Infraero, Polícia Federal, Polícia Militar e Guarda Municipal no aeroporto. "O reflexo disso para a imagem da cidade é total. Isso vai ser noticiado no mundo inteiro. Nenhuma cidade consegue sobreviver ao volume de notícias negativas com as quais o Rio vem sendo bombardeado nos últimos meses", acrescentou Lopes. Ele disse ainda que a situação é mais grave pela reincidência. "Temos o mesmo tipo de crime, no mesmo lugar e, segundo a polícia, cometido pela mesma quadrilha ", disse ele.

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