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Após assassinatos, Brasil e Paraguai reforçam segurança

Mais 100 policiais do país vizinho e PMs do Bope de MS foram enviados à fronteira; 4 foram mortos em Pedro Juan Caballero

Lucia Morel, Especial para o Estado

21 de junho de 2016 | 11h19

CAMPO GRANDE - Depois de quatro assassinatos em uma semana em Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia na fronteira com Ponta Porã, em Mato Grosso do Sul, tanto autoridades do país vizinho quanto brasileiras enviaram reforços para a região. Pelo Paraguai, mais cem policiais farão a segurança. Pela Secretaria de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul (Sejusp), policiais militares do Batalhão de Operações Especiais (Bope) vão intensificar a proteção na cidade sul-mato-grossense.

O clima de terror se alastrou entre Ponta Porã e Pedro Juan, e a expectativa é de que a presença do Bope provoque alguma mudança. O secretário estadual de Justiça, José Carlos Barbosa, ponderou, no entanto, que a responsabilidade por essa segurança deveria ser do governo federal.

"O fato de nós termos que agir revela como o governo federal tem abandonado suas fronteiras. Não existe polícia nacional para segurança de fronteiras", declarou Barbosa.

Assassinatos. O reforço ocorre depois do assassinato de três pessoas em uma quadra de vôlei no domingo, 19, e do traficante Jorge Rafaat Toumani, de 55, conhecido como "Rei da Fronteira", na quarta-feira, 15. A princípio, as mortes não têm relação entre si e já há presos, suspeitos de envolvimento. 

No último tiroteio, morreram o brasileiro Fabio Villalba Da Silva, de 23 anos, e os irmãos paraguaios Esteban Benítez Espinoza, de 35, e Nelson Benitez Espinoza, de 37. Este último teria discutido com uma pessoa que o ameaçou por mensagem. Ele já havia sido preso por tráfico de drogas.

No dia do crime, o casal Artemio Giménez Aguilar, de 32, e Mirna Lorena Colmán Benítez, de 28, foram detidos, depois que o veículo em que estavam bateu em poste durante a perseguição policial em território paraguaio.

No caso de Rafaat, o brasileiro Sérgio Lima dos Santos, de 42, e natural do Rio de Janeiro, foi preso como responsável pela morte do traficante e operador da arma ponto 50, usada no crime. Outras oito pessoas, todos seguranças da vítima, também foram presas.

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