Após ataque a trem, Tarso cria central para o Rio

Ministro ofereceu sala de situação para definir ações contra violência

Vannildo Mendes, BRASÍLIA, O Estadao de S.Paulo

07 Setembro 2012 | 00h00

O Ministério da Justiça vai oferecer ao Estado do Rio uma sala de situação, em Brasília, para definição de ajuda federal e de ações de combate à violência e ao crime organizado, sobretudo o tráfico de drogas. Tomada ontem, a decisão levou em conta o ataque à bala ao trem que conduzia os ministros Márcio Fortes (Cidades) e Pedro Brito (Secretaria Nacional dos Portos), nas proximidades da Favela do Jacarezinho, anteontem. A informação foi dada ontem pelo ministro da Justiça, Tarso Genro. Para ele, novos ataques vão ocorrer e a exacerbação do confronto entre tropas legais e quadrilhas fortemente armadas é inevitável. A sala de situação, segundo Tarso, será um ponto de apoio para o planejamento de intervenções que o Estado do Rio julgar necessárias. Ele disse que os 1,2 mil homens da Força Nacional de Segurança Pública, levados nos Jogos Pan-Americanos, ficarão no Estado por tempo indeterminado, enquanto o governo estadual julgar necessário. A sala de situação vai definir o tamanho e a forma da ajuda federal e também o reforço das ações da Polícia Federal. O secretário nacional de Segurança Pública, Antônio Carlos Biscaia, foi designado por Tarso para fazer a ponte com o Rio e coordenar a ajuda federal. "Estamos à vontade e temos meios para ajudar o Rio." INVESTIGAÇÃO Policiais do Rio afirmam não acreditar que os dois ataques a tiros ao trem onde viajavam os ministros anteontem, na zona norte do Rio, tenha sido direcionado às autoridades. Os ministros faziam uma vistoria de remoção de favelas junto à ferrovia, quando criminosos da Favela do Jacarezinho atiraram contra o trem. Os ministros chegaram a se jogar no chão para se proteger. O delegado da Core (Coordenadoria de Operações Especiais), Rodrigo Oliveira, disse que os traficantes dispararam quando viram policiais militares dentro do trem: "Eles não atiraram contra os ministros. Acho que eles viram os PMs fardados e imaginaram se tratar de uma nova operação policial". O comandante da PM, Ubiratan Ângelo, disse que, caso a PM tivesse sido avisada, um planejamento de segurança e escolta da comitiva teria sido elaborado. Quando os policiais militares do batalhão da área ficaram sabendo da intenção da viagem, momentos antes de seu início, recomendaram que os ministros não a fizessem. Não foram ouvidos . Ontem, não houve operações na favela, mas policiais da 25ª DP investigam o caso. Anteontem, após o ataque, um homem morreu durante incursão policial. COLABORARAM TALITA FIGUEIREDO, ESPECIAL PARA O ESTADO, e FELIPE WERNECK

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