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Após ataques, guardas municipais se armam

Depois de virar alvo de ataques do Primeiro Comando da Capital (PCC), as guardas municipais do interior e de cidades da Grande São Paulo estão se armando para enfrentar o crime em condições iguais às das polícias Civil e Militar.O velho revólver calibre 38 está sendo substituído por armas mais eficazes, como a pistola automática calibre 380. Os GMs querem ser autorizados a usar armas de maior impacto, como a espingarda calibre 12. "Depois das agressões que sofremos, caiu a ficha: para o bandido, a gente é um policial como qualquer outro, mas não temos a mesma estrutura para nos defender", disse um GM que pediu para não ser identificado.O revólver e a pistola são as duas únicas armas autorizadas para essas corporações. Em Sorocaba, o prefeito Vítor Lippi (PSDB) autorizou a compra de 50 pistolas calibre 380, 2,5 mil projéteis ogivais e 50 coletes à prova de balas para a GM.Há pouco tempo, a prefeitura tinha comprado 150 revólveres calibre 38 e 5 mil cartuchos de munição. Segundo o secretário de Defesa Social, Renato Gianolla, melhor armada, a guarda oferecerá mais segurança ao patrimônio e à população. Em Itu, foram comprados mais 20 coletes à prova de balas e 70 pares de algemas. Os 250 GMs estão recebendo treinamento para atuarem como patrulheiros. A prefeitura de Campo Limpo Paulista também vai aumentar os investimentos na GM.Nesta sexta, em Santana do Parnaíba, na Grande São Paulo, representantes de GMs se reúnem para discutir mudanças no estatuto. A principal reivindicação dos guardas é o reconhecimento como força de apoio à segurança pública, o que implicaria em melhores condições de trabalho, inclusive acesso a armamento mais moderno.O Estado de São Paulo, excluída a capital, tem cerca de 300 Guardas Municipais com aproximadamente 25 mil integrantes.

Agencia Estado,

24 de maio de 2006 | 21h39

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