Após ataques, ônibus circulam com atraso em Florianópolis

5 coletivos foram incendiados nos últimos 3 dias; houve atentados a casas de 2 PMs, posto da Polícia Militar e depósitos da Polícia Civil

Tomás Petersen, Especial para O Estado

29 de setembro de 2014 | 10h01

FLORIANÓPOLIS - A segunda-feira, 29, amanheceu complicada na Grande Florianópolis. Apreensivas com os últimos atentados desde sexta-feira, 26, três empresas que atendem principalmente a região continental começaram a circular seus ônibus mais tarde, somente a partir das 7h. Além do atraso, a população teve que ter mais paciência com os congestionamentos por causa da chuva. Ao todo, cinco ônibus foram incendiados nos últimos três dias. Além disso, houve pelo menos cinco atentados contra as Polícias Civil e Militar.

Na noite de sexta-feira, foram dois ataques a ônibus. Um ônibus foi queimado em Palhoça e o outro teve princípio de incêndio em São José. Na manhã de sábado, 27, outro coletivo foi completamente incendiado. E na noite de domingo, 28, aconteceram outros dois ataques. O primeiro no município de Tijucas e o segundo em Florianópolis, no bairro Saco dos Limões, na Ilha. Ninguém se feriu nessas ações.

Neste período, na madrugada de domingo, também aconteceram atentados a casas de dois policiais militares e um depósito da Polícia Civil, em São José, e um posto da PM e um depósito da Polícia Civil, em Palhoça, que estavam vazios. Nas residências, os tiros acertaram as janelas. Ninguém se feriu. 

Após esses ataques, policiais saíram em ronda e conseguiram encontrar dois suspeitos em uma moto com placas de Blumenau e sem registro de furto. Houve tiroteio, um dos criminosos morreu. O outro foi levado ao Hospital Regional de São José com ferimentos graves. O morto foi identificado como Cesar Machado, de 33 anos.

Segundo a PM, os responsáveis pelos incêndios ainda não foram identificados. A coronel Claudete Lehmkul, chefe do centro de comunicação da PM, afirma que as investigações estão a cargo da Secretaria Estadual de Segurança Pública, que vai determinar se os casos têm ligação com o crime organizado.

No segundo semestre de 2012 e 2013, atentados semelhantes foram orquestrados pela facção Primeiro Grupo Catarinense (PGC), que atua dentro e fora dos presídios estaduais.

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