Após atentado, prefeito de Dourados é transferido

Preso sob acusação de fraudes em concorrências públicas, recebimento de propinas, entre outros crimes, o prefeito de Dourados, em Mato Grosso do Sul, Ari Artuzi (PDT), foi transferido às pressas da sede da Polícia Federal na cidade para a capital, por medida de segurança, conforme informações da PF. Ele está isolado em uma cela do 3.º Distrito Policial de Campo Grande. Segundo Carlos Marques, seu advogado, Artuzi está deprimido.

João Naves de Oliveira, O Estado de S.Paulo

03 de setembro de 2010 | 00h00

A transferência foi decidida depois que quase 100 pessoas apedrejaram e tentaram incendiar a casa de Artuzi. Um pelotão de choque da Polícia Militar conteve os ataques. As duas filhas do prefeito estavam no local.

As filhas de Artuzi foram levadas para a casa de parentes. A mulher do prefeito, Maria, também foi presa pela Operação Uragano, desencadeada pela PF na madrugada de quarta-feira.

Maria é acusada de retirar R$ 9 mil da Secretaria Municipal de Saúde, para "turbinar os seios", conforme a denúncia contida no processo que apura a atuação do grupo de 29 pessoas, composto por cinco secretários municipais, nove vereadores, além de empresários.

Segundo a PF, o prefeito recebia, pelo menos desde 2009, R$ 500 mil por mês em propinas.

O dinheiro era fruto de concorrências fraudulentas, que beneficiavam construtoras, empresas de prestação de serviços e fornecedores. Os acusados, de acordo com as investigações, recebiam ao menos R$ 2 milhões por mês. DVDs entregues à PF mostra os acusados recebendo dinheiro.

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