Após aviso de 'colaborador', Magno Malta pede proteção policial

Família do senador estaria correndo o risco de ser seqüestrada a mando de Beira-Mar, segundo informante

Rosa Costa, O Estado de S.Paulo

05 Agosto 2008 | 20h36

O senador Magno Malta (PR-ES) pediu nesta terça-feira, 5, à Polícia Federal proteção para sua família, enquanto que ele próprio obteve do presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), o compromisso de que a polícia da Casa vai garantir sua segurança. Ele anunciou as medidas no final da tarde, quando convocou a imprensa para ouvir um ex-presidiário que, segundo ele e o senador Romeu Tuma (PTB-SP), foi um "grande colaborador" das CPIs do narcotráfico e do roubo de cargas. O informante disse que o traficante Fernandinho Beira-Mar teria por plano seqüestrar os filhos do senador.   Ed Ferreira/AE   O homem estava protegido por um capuz azul, improvisado de uma camiseta de malha. Os senadores disseram que, além de falar que os filhos de Magno Malta seriam seqüestrados por Beira-Mar, o traficante pretendia ainda fazer o mesmo com outras autoridades e seus familiares. Isso, de acordo com o informante, depois de Beira-Mar fugir do presídio de segurança máxima de Campo Grande - a PF descobriu que Beira-Mar, juntamente com o traficante colombiano Juan Carlos Abadía, vinham atemorizando autoridades e os transferiram de prisão.   De acordo com o informante apresentado por Magno Malta, ele teria ouvido de Alessandra Costa,irmã de Beira-Mar, que conhece há um bom tempo, a revelação do plano de seqüestro de autoridades e familiares. Ele não explicou por que Alessandra, comparsa do traficante e que já foi presa sob acusação de participar do esquema de tráfico, iria denunciá-lo e abortar o esquema de fuga.   Magno Malta disse que a informação coincidiu com outra que chegou a seu gabinete dias antes, de que um presidiário da Papuda, em Brasília, teria comentado sobre o esquema de seqüestrar pessoas ligadas ao senador. O parlamentar atribui as ameeaças ao fato de ter ajudado a desbaratar, como presidente da CPI da Pedofilia, uma rede de pedófilos ligada ao PCC. Segundo ele, atividades do narcotráfico e da pedofilia, que "sozinha fatura R$ 13 bilhões no ano", estão interligadas.

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