Após 'Batman', 9 suspeitos de ligação com milícias são presos

Policiais militares e civis são acusados de participar da milícia que atacou uma base da polícia em Itaboraí

Daniele Carvalho, de O Estado de S. Paulo,

16 de maio de 2009 | 13h04

Policiais militares e civis prenderam, na noite de sexta-feira, nove pessoas suspeitas de ligação com a milícia que atacou, em março deste ano, o Destacamento de Policiamento Ofensivo (DPO) de Sambaetiba, em Itaboraí, no Grande Rio. A operação ocorreu um dia após a prisão do chefe da principal milícia da zona oeste do Rio, Ricardo Teixeira da Cruz, o Batman.

 

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De acordo com informações do comandante do 35º BPM (Itaboraí), Macedo Júnior, as prisões ocorreram em três endereços no bairro de Campo Grande. Um policial morreu e outro ficou ferido. Entre os presos estão um sargento PM e um ex-sargento do Exército. Ao todo foram apreendidos oito armas, quatro veículos com material para instalação de TV a cabo clandestina, além de dinheiro e munições de diversos calibres.

 

O subsecretário de Integração Operacional da Secretaria de Segurança, Roberto Sá, ressaltou as investigações e ações em conjunto das polícias: "O resultado positivo é um desdobramento das investigações após ao ataque do DPO de Itaboraí. Este foi um trabalho de integração das polícias Militar e Civil que culminou nas prisões em flagrante", disse ele.

 

O delegado titular da 71ª DP (Itaboraí), Luiz Antônio Ferreira, acredita que haverá mais prisões. "Além dos militares, familiares de integrantes dessa milícia também foram presos. Isto é importante para as investigações, já que eles podem passar informações sobre elementos ainda foragidos", acrescentou ele.

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