Após briga com a mãe, mulher morre ao cair do 7º andar de prédio na zona sul do Rio

Investigadores suspeitam que, antes de ter se jogado, mulher tenha esfaqueado a própria mãe durante discussão

Marcelo Gomes, O Estado de S.Paulo,

28 Setembro 2013 | 18h04

A Polícia Civil do Rio investiga a morte de uma mulher que caiu do sétimo andar de um prédio, no Rio de Janeiro, na noite dessa sexta-feira (27). Os investigadores suspeitam que, antes de ter se jogado, a mulher tenha esfaqueado a própria mãe durante uma briga. O caso inicialmente foi registrado como suicídio na 14ª DP (Leblon).

Segundo a Polícia Civil, a advogada Liliane Góes de Andrade, de 40 anos, teria ferido com golpes de faca a mãe, a psicóloga Norma Tereza Góes de Andrade, de 73. A briga ocorreu no apartamento da vítima, na Rua Pio Correia, no Jardim Botânico, bairro nobre da zona sul carioca, por volta das 22h30. Após a discussão, Liliane subiu em direção à cobertura e teria se jogado. A mulher caiu no jardim de um edifício vizinho e morreu na hora.

Vizinhos se assustaram ao ouvir a idosa gritar “ela vai me matar” e “chama a polícia”. Após arrombarem a porta do apartamento, eles encontraram Norma caída no chão, com a cabeça ensanguentada e com vários cortes. A mulher foi socorrida por um vizinho que é médico, e levada ao Hospital Municipal Miguel Couto, no Leblon. Após ter a situação estabilizada, ela foi transferida para o Hospital Pró-Cardíaco, em Botafogo, que é particular.

Investigadores da 14ª DP aguardam a idosa ter alta para tomarem seu depoimento. Eles também vão solicitar as imagens do circuito de segurança do prédio para elucidar o episódio.

Em 2011, Liliane ficou conhecida na internet após dar uma entrevistada a uma emissora de TV, dentro de uma delegacia, com sinais de embriaguez. O vídeo da reportagem de TV foi publicado na rede. Ela havia sido detida com um estilete e chegou a agredir um policial na delegacia. A entrevista, com frases do tipo “Me filma, me edita” e “Sou original de fábrica. Estou horrorosa”, se tornaram virais

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.