Após confronto, polícia prende 2 manifestantes

Enquanto os deputados distritais ouviam discursos dos candidatos a governador do Distrito Federal, um grupo de manifestantes tentou invadir o prédio da Camara Legislativa. Houve confronto com a Polícia Militar. Dois policiais e pelo menos dois manifestantes saíram feridos.

Rodrigo Rangel / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

18 de abril de 2010 | 00h00

Detido, o estudante universitário Solon Nicola Carvalho, 19 anos, teve de ser levado para o hospital com suspeita de traumatismo craniano. Um segundo estudante também foi preso. No fim da tarde, Solon Carvalho fez uma tomografia, mas não foi detectado nenhum ferimento grave. Ele foi medicado e depois encaminhado para a delegacia.

Cerca de 150 estudantes e funcionários públicos participavam da manifestação em frente à Câmara. Portando bandeiras e vestindo camisas de partidos como PSTU, PT e PSOL, eles gritavam palavras de ordem contra a eleição indireta para escolher o governador. Os líderes do grupo eram os mesmos do movimento "Fora Arruda", que realizaram protestos contra o ex-governador José Roberto Arruda.

"Nós somos contra essa eleição e defendemos intervenção federal no Distrito Federal", disse um dos organizadores do protesto, Sérgio Alexandre Rodrigues. "Não reconheço essa eleição, aí dentro só tem ladrão", repetiam os manifestantes, seguindo refrão cantado ao megafone. "Governo ladrão, intervenção é a solução", dizia uma das faixas fincadas no gramado em frente à Câmara. A placa que identifica o prédio ganhou um banho de tinta branca e onde antes se lia Câmara Legislativa, ontem havia a inscrição "Câmara da Mentira".

Reação. O confronto com a PM ocorreu quando um grupo de estudantes tentou entrar à força no prédio, no meio da tarde. Os policiais usaram escudos e cassetetes para conter os manifestantes. O comandante da operação, coronel José Silva Filho, negou que a polícia tenha se excedido. "Houve uma tentativa de invasão e nós tentamos coibir", disse. A PM afirmou ter apreendido com os manifestantes estilingues, bolas de gude e três coquetéis molotov. Um dos policiais, atingido por uma bola de gude atirada pelos manifestantes, foi retirado do local com a farda manchada de sangue. A PM destacou um efetivo de 250 homens para fazer a segurança do prédio.

Logo após o anúncio da inesperada eleição de Rogério Rosso para o mandato-tampão de governador do DF, os poucos manifestantes que ainda restavam na Câmara voltaram a entoar gritos de ordem. "Não legitimo essa eleição, essa casa é uma corja de ladrão", cantavam.

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