Após convenção, Dilma planeja giro de 5 dias pela Europa

Viagem, idealizada pela cúpula petista para dar exposição à ex-ministra, terá escalas na França, Espanha e em Portugal

Eugênia Lopes, Tânia Monteiro e Vera Rosa, O Estado de S.Paulo

05 de junho de 2010 | 00h00

Assim que for confirmada candidata do PT à Presidência, no próximo dia 13, a ex-ministra Dilma Rousseff embarca para um périplo de cinco dias, a princípio, por três países da Europa. A ideia é que a petista seja recebida por autoridades da França, Espanha e de Portugal como a candidata preferida do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.      

 

 

TV Estadão. linkAssista a entrevista com José Maria Eymael  

 

"Uma pessoa que se propõe a ser candidata à Presidência da República tem de ter contatos com dirigentes de outros países", justificou o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra. Pela programação preliminar, Dilma vai viajar no dia 15 de junho à noite e voltar ao Brasil no dia 20. Os coordenadores da campanha da petista querem aproveitar o início da Copa do Mundo para que a candidata faça o giro europeu.

Os encontros da ex-ministra com autoridades europeias estão sendo agendados pelo assessor especial da Presidência, Marco Aurélio Garcia. A programação ainda não está fechada, mas o primeiro encontro de Dilma deverá ser com o presidente francês, Nicolas Sarkozy.

O governo brasileiro está prestes a se decidir sobre a compra de 36 caças para o reaparelhamento da Força Aérea Brasileira (FAB). A expectativa é que o presidente Lula opte pela compra dos caças Rafale, fabricados pela francesa Dassault.

Socialista. Depois do encontro com Sarkozy, Dilma deverá se reunir com o primeiro-ministro de Portugal, o socialista José Sócrates. A ex-ministra também pretende ser recebida pelo primeiro-ministro espanhol, José Luis Rodrigues Zapatero.

"A agenda ainda não está fechada e pode ser que ela acabe indo só a um ou dois países", observou Dutra.

Garcia tenta ainda que Dilma se encontre com o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso. A reunião da ex-ministra com Barroso serviria como uma prévia às negociações que serão encadeadas a partir do ano que vem entre os países do Mercosul e a União Europeia.

Empatada nas pesquisas de intenção de voto com o pré-candidato tucano, José Serra, Dilma pretende fazer do tour europeu sua apresentação como a candidata do presidente Lula.

O comando da campanha quer aproveitar ainda as imagens de seus encontros com lideranças mundiais para os programas de televisão, que começarão a ser exibidos em meados de agosto.

Esta não será a primeira viagem de Dilma ao exterior já como a candidata de Lula à sua sucessão. Em meados de maio, ela foi a Nova York, nos Estados Unidos, para participar de jantar em homenagem ao presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, que foi escolhido como "Personalidade do Ano" pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos.

Com a viagem, o comando da campanha petista quis mostrar que Dilma prestigia Meirelles e, se eleita, não pretende mudar os rumos da política econômica.

 

 

 

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