Após declaração de Lula, Jobim nega outro caos aéreo no País

Na 5ª, presidente admitiu que passageiros podem enfrentar mais filas e cancelamentos durante o fim do ano

Monica Ciarelli, de O Estado de S. Paulo,

21 de dezembro de 2007 | 16h09

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, negou na tarde desta sexta-feira, 21, que o Brasil vá atravessar um novo caos aéreo, como o registrado no final de 2006. A afirmação vai contra à declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que, na quinta-feira, 20, admitiu que os passageiros poderão enfrentar filas nos aeroportos do País.   Passageiro não será ressarcido por vôo com atraso no fim de ano Conac revoga resolução que transferia vôos para Jundiaí    Às 16 horas desta sexta, quase 27% dos vôos previstos tinham atrasos superiores a uma hora. Dos 1301 vôos programados até o horário, 350 tiveram atrasos e 109 foram cancelados, segundo a Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero). Para Jobim, com a entrada da nova malha, os atrasos acontecem devido aos problemas climáticos em Porto Alegre e Curitiba, e cancelamentos de vôo da OceanAir.   Durante entrevista nesta sexta, o ministro informou que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) está mobilizada para evitar problemas. Um grupo de 135 funcionários da autarquia foi deslocado para os principais aeroportos do País (Congonhas, Cumbica, Galeão, e Brasília). A própria diretoria da Anac é que está nos locais, coordenando as equipes.   Mudanças   Entre as mudanças adotadas pelo governo está a identificação mais clara dos funcionários da Anac, que agora passam a utilizar jalecos azuis. Os profissionais vão poder ajudar os passageiros que tiverem problemas, inclusive providenciando o endosso de passagens. "A crise como tivemos no ano passado não vai se repetir (...). Podem viajar tranqüilos, tomando chimarrão se quiserem", afirmou Jobim.   O ministro da Defesa lembrou que o plano implementado nesta sexta cria um sistema inédito no mundo em que os atrasos serão revertidos em favor do passageiro, como milhagens ou dinheiro. A intenção do governo é, também, dar aos passageiros maiores informações.   Uma das alternativas que está sendo pensada é informar os atrasos via mensagens instantâneas de celular. Com isso se evitaria uma concentração de pessoas nos aeroportos.   Segundo o ministro, desde 2006 o governo vem trabalhando para melhorar a segurança do setor aéreo. Esse item, de acordo com Jobim, já foi recuperado, e agora será preciso caminhar para que o setor aéreo volte a ter pontualidade.

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